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Servidores da Alepa depõem no Ministério Público

No fim da manhã desta quinta-feira (13), dois servidores da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) depuseram como testemunhas no prédio do Ministério Público do Estado (MPE). O diretor do Departamento Legislativo e a chefe de seção do Diário Oficial foram

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No fim da manhã desta quinta-feira (13), dois servidores da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) depuseram como testemunhas no prédio do Ministério Público do Estado (MPE). O diretor do Departamento Legislativo e a chefe de seção do Diário Oficial foram acompanhados pelo subprocurador da Alepa, Sebastião Godinho.

Em entrevista concedida ao Diário Online (DOL), o promotor do caso, Nelson Medrado, informou que os servidores foram chamados a prestar esclarecimentos sobre a frequência das funcionárias Madalena de Castro Ribeiro e Maria de Fátima da Silva Medeiros, de que forma era feito o controle de frequência das servidoras, que segundo investigações do MPE, seriam "fantasmas" por ocuparem cargos ilegalmente. Além de figurarem na folha de pagamento da Alepa, Madalena seria funcionária da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (SEFA), e Maria de Fátima, do Banco do Estado do Pará (Banpará).

Em depoimento, o chefe do Departamento Legislativo disse que não havia controle sobre a frequência de Madalena, que a servidora ia à Alepa uma vez por mês e assinava o ponto. O responsável pelo Departamento afirmou acreditar que ela trabalhasse com algum deputado da Casa. Já a chefe de seção do Diário Oficial esclareceu que Maria de Fátima ia diariamente à Alepa, chegava por volta das 9h, mas em seguida ia embora do local.

Com a tomada dos depoimentos, a promotoria agora deve encaminhar ofícios ao Banpará e à SEFA para que as instituições informem a frequência das servidoras lotadas nesses órgãos. De posse desses dados, Nelson Medrado vai encaminhá-los à equipe técnica do Ministério Público para que seja feito o levantamento dos valores que teriam sido recebidos ilegalmente. O MP estima que as servidoras tenham recebido indevidamente cerca de R$ 7 mil cada, valor que deverá ser devolvido aos cofres públicos.

(DOL)

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