Nas casas lotéricas o movimento era intenso. Junto aos que aproveitavam para fazer apostas nos concursos da Caixa Econômico Federal, diversas pessoas tentavam colocar as contas em dia. Uma delas era a gerente comercial Luca Feitosa, que tinha nas mãos contas de diferentes instituições. “Imprimi tudo o que podia na internet para não atrasar nenhum pagamento e vim logo cedo aqui para a fila”, disse.
Já o funcionário público Benedito Ribeiro precisou readequar a rotina em razão da greve dos bancários. “Geralmente eu pagava na minha agência, mas agora nem mesmo o caixa eletrônico serve para todos. Eu considero um transtorno para a população que sofre com o atraso e acaba sendo prejudicada”, explicou
Nas farmácias, em setores que realizam pagamentos bancários, as filas mantinham-se normais. A explicação seria o fato de que a maioria destes locais só aceita boletos que ainda estejam dentro da data de vencimento e, com a greve, muitos trabalhadores acabaram ficando com documentos atrasados. “Eu tive que ir no cyber para imprimir o boleto, mas não adiantou muito porque veio com o vencimento antigo e vou ter que esperar para pagar no banco mesmo, sem a multa”, contou o professor Carlos da Silva.
As negociações entre os bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foram suspensas, ontem à noite, e só devem ser retomadas a partir das 10h de hoje. Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá, as duas partes ainda estão em processo de negociação, mas nenhuma proposta foi definida até agora.
Hoje também acontecem as negociações específicas com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal, em São Paulo, e com o Banco da Amazônia, em Belém. Os bancários realizam também hoje o dia nacional de luta da categoria, com manifestações em todo o país. Em Belém, haverá concentração a partir das 8h, na Presidente Vargas.
MEGA-SENA
Poucas horas antes do sorteio 1327 da Mega-Sena, que ocorreu ontem, às 20h, em Chapecó (SC), centenas de pessoas faziam filas nas casas lotéricas de Belém. Usualmente realizado às quartas-feiras, o concurso foi transferido em razão do feriado de Nossa Senhora Aparecida. Desta forma, o que não faltou foram pessoas tentando a sorte para se tornarem milionárias. Afinal quem não gostaria de ganhar R$ 38 milhões? Como não houve acertador ontem, o prêmio subiu para R$ 46 milhões.
“Eu ia fazer tudo o que nunca pude. Namorar muito, passear muito, conhecer o mundo inteiro”, contava sonhador o estofador João Vieira. A estratégia para sair vencedor ele explica rapidamente. “Basta sair marcando sem pensar, pelo instinto mesmo”, garante.
Para o médico Ronivaldo Leite, jogar na Mega-Sena já é uma tradição. Duas vezes por semana ele marca os mesmos números, que prefere manter em segredo para “não ser copiado”, e confere o resultado. Como não se satisfaz apenas com a aposta simples, que custa R$ 2, ele estima que gaste por mês quase R$ 150. “Às vezes jogo R$ 20, R$ 25, mas nunca menos de R$ 15”, afirma. A frequência é tão grande que até as atendentes das lotéricas do Marco já conhecem Ronivaldo e afirmam: ele é um apostador de sorte. “Já disse pra ele continuar tentando que vai sair a dele. Pelo menos quadra ele já veio receber várias”, diz Úrsula Lima.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar