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Imetropará fará parte do Comitê do Selo Amazônico

O Selo Amazônico vai certificar produtos como biojoias, biocosmésticos e alimentícios feitos na região, ou seja, vai comprovar que os mesmos atendem a normas de qualidade, segurança, requisitos sócio-ambientais e econômicos e de procedência da matéria-pri

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O Selo Amazônico vai certificar produtos como biojoias, biocosmésticos e alimentícios feitos na região, ou seja, vai comprovar que os mesmos atendem a normas de qualidade, segurança, requisitos sócio-ambientais e econômicos e de procedência da matéria-prima regional. “Os produtos devem ter matéria-prima da Amazônia e parte ou todo o processo produtivo instalado na região”, diz a coordenadora do projeto, Hyelen Gouvea.

“O selo será voluntário e vem para garantir sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, complementa ela, que também faz parte da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), do Amazonas. A previsão é que as primeiras certificações saiam em janeiro de 2013. Hylen e Sônia Tapajós, também da Fucapi, estiveram nesta quinta-feira (13) no Instituto de Metrologia do Pará (Imetropará) para discutir a implementação do selo.

Ambas fazem parte ainda do Comitê do Selo Amazônico, responsável pela execução do projeto e formado por uma equipe multidisciplinar de colaboradores da Fucapi e Suframa. A proposta foi idealizada pela Suframa, mas hoje é coordenada pelo Inmetro. Durante o debate, Sônia Tapajós explicou que o selo não vem para dificultar a cadeia produtiva. “Os requisitos que serão exigidos não vão engessar as empresas, mas a legislação atual sobre propriedade intelectual e cultural deverá ser respeitada”, esclareceu.

Hyelen também disse que o Inmetro vai estimular a instalação de órgãos certificadores na região e a formação de auditores, para que os custos para os interessados não fiquem pesados e a certificação possa ser feita nos próprios Estados amazônicos. “Isso é importante, pois será necessária a instalação de laboratórios para essa certificação. Poderemos firmar parcerias para isso com Ufra, UFPA e Embrapa, por exemplo”, disse Luiziel Guedes, presidente do Imetropará. “Esta é uma área nova que está se abrindo e o Imetropará vai estar preparado para isso”, complementou.

Produção - Hyelen Gouvea deixou claro que o selo é um instrumento para fortalecer e organizar os processos produtivos na região. “Os pequenos produtos vão precisar se organizar em associações e para isso serão necessárias políticas públicas de incentivo”, disse. Givaldo Araújo, representante da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), elogiou a iniciativa e colocou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) à disposição do projeto.

Ele citou um exemplo de como o selo pode beneficiar os produtos da região. “Certa vez encontrei à venda bombons da Amazônia e questionei qual a origem do cacau usado naquele produto. A informação que me deram era que se usava, na verdade, chocolate produzido por uma multinacional, nada tinha a ver com a região”, disse, explicando ainda que o cacau produzido na Amazônia tem maior teor de gordura e maior ponto de fusão, por isso o chocolate feito a partir dele derrete com menos facilidade, o que garante seu sabor por mais tempo.

Gustavo Resque, representante da Embrapa, também considerou o projeto importante para a Amazônia. “A Embrapa tem produtos e serviços que podem agregar valor ao projeto, beneficiando principalmente o pequeno produtor que, isoladamente, não teria condições de entrar no mercado de trabalho”.

Como os órgão delegados do Inmetro na Amazônia vão ter um representante no Comitê do Selo Amazônico, o Imetropará designou o gerente da Divisão de Verificação da Conformidade, Hinton Bentes, para integrar o organismo. Uma nova reunião deverá ser agendada no Estado, ocasião na qual será instalado o comitê local. (Agência Pará)

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