plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Queda da produção agrícola no Pará acentua pobreza

Preços em queda, produção em declínio e área plantada em redução progressiva. Em linhas gerais, é este o cenário atual da cultura do milho no Pará, trazendo de resto perspectivas pouco animadoras para a atividade avícola no Estado. E o pior é que o milho

twitter Google News

Preços em queda, produção em declínio e área plantada em redução progressiva. Em linhas gerais, é este o cenário atual da cultura do milho no Pará, trazendo de resto perspectivas pouco animadoras para a atividade avícola no Estado. E o pior é que o milho está longe de ser um caso isolado. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), a produção agrícola do Pará caiu de forma acentuada ao longo dos quatro últimos anos.

O titular da Sagri, Hildegardo Nunes, informou esta semana, com base em números oficiais levantados pelo IBGE, que somente os produtos da chamada “cultura empresarial”, e que independem de políticas públicas, se mantiveram em alta nesse período. Entre eles, destacam-se principalmente a soja, o dendê e o cacau. Os itens tradicionais da agricultura paraense, segundo revelou o secretário Hildegardo Nunes, ou se mantiveram estáveis ou registraram quedas - expressivas, em alguns casos - de produção.

Paralelamente a isso, ainda de acordo com Hildegardo Nunes, tivemos no Pará um aumento da linha de pobreza, fato paradoxal que contraria a tendência nacional, que tem sido nos últimos anos de inclusão social e de crescimento da renda das camadas menos favorecidas. “A agricultura tem efeito direto na condição de vida da população rural. Se temos uma

atividade dinâmica, a tendência é que tenhamos também uma economia pujante, porque o aumento do poder de compra do agricultor vai se refletir naturalmente no ritmo de atividade econômica”, acrescentou.

No caso específico do milho, principal insumo da indústria de ração animal, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, constatou ter havido, no período de janeiro a setembro deste ano, uma baixa significativa de preços. O estudo da Conab mostra que, em janeiro, as agroindústrias estabelecidas na Grande Belém pagavam pelo saco de 60 quilos o preço médio de R$ 37,56, valor que em setembro havia recuado em 15,51% para a cotação de R$ 32,52. O consolo, se é que isso é possível, é que na comparação com setembro do ano passado houve um aumento de 23,46%.

O engenheiro agrônomo e mestre em economia Moacir da Cruz Rocha, técnico da Conab no Pará e especialista em gestão da informação, destaca que, em função do desenvolvimento do parque avícola e do crescimento da suinocultura do Estado, o milho conta hoje com demanda crescente. Na região Norte do Brasil, segundo ele, o Pará é o Estado que apresenta a avicultura de corte mais desenvolvida, atingindo índices zootécnicos compatíveis com aqueles obtidos nos grandes centros produtores do país.

De acordo com Moacir Rocha, o que está acontecendo é uma migração dos tradicionais produtores de milho para culturas mais rentáveis, especialmente a soja, cuja cotação no mercado internacional tem se mantido em alta contínua. As commodities agrícolas, segundo ele, têm desafiado os efeitos da crise, sustentando e até elevando preços. Assim sendo, entende-se como fato natural que parte dos nossos produtores acabe se deixando atrair pelas vantagens comparativas do comércio internacional.

>> Leia mais no site do Diário do Pará

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!