Foi remarcado para às 10h desta terça-feira (18) o depoimento dos policiais militares que acompanharam a grávida Vanessa Xavier da Cruz na busca por socorro em hospitais de Belém. Eles seriam ouvidos, inicialmente às 9h, pelo delegado titular da Divisão de Investigação e Operações Especiais, Rogério Almeida, que não pôde comparecer por conta de problemas de saúde. A delegada Paula Niandra é quem deve acompanhar os depoimentos na DIOE.
Na última sexta-feira (14), os policiais escoltaram a Vanessa na busca por atendimento em hospitais de Belém, que terminou de forma trágica, com a morte dela e do bebê.
A vítima de 26 anos já estava no sétimo mês de gestação e procurou o Pronto-Socorro Municipal do Guamá após sentir fortes dores e não conseguir contatar o Serviço Móvel de Urgência e Emergência. Ela chegou a ser encaminhada para Santa Casa de Misericórdia, mas o médico que a atendeu declarou que Vanessa chegou morta ao hospital.
Todo este percurso em busca de socorro foi feito em uma viatura da Polícia Militar. De acordo com os policiais que presenciaram a trajetória, a demora e a falta de atendimento no Pronto-Socorro teriam provocado a tragédia.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) contesta a acusação dos policiais, declarando que não houve tempo de a paciente ser atendida pela médica plantonista, pois a viatura não aguardou a ida da médica até o carro. Segundo relatos dos funcionários, enquanto a técnica de enfermagem se encaminhou ao consultório para chamar a médica, a viatura saiu do hospital com a paciente.
Em nota, a Sesma diz que abriu processo administrativo para apurar o caso junto aos funcionários que estavam de plantão no hospital durante o ocorrido, mas informa que também entrou com representação junto à corregedoria da Polícia Militar a respeito das alegações feitas pelos policiais sobre o caso. (Daniele Brabo/DOL, com informações do Diário do Pará)
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