A empresa contratada pela Porte Engenharia para fazer a vistoria no Edifício Wing, no bairro do Umarizal, em Belém, apresentou nesta terça-feira (18), o laudo da primeira análise feita na estrutura da construção, que verificou a resistência do material utilizado na obra. Os resultados mostram que o concreto foi mal aplicado no pilar que apresentou avarias neste fim de semana. Uma análise de cálculo também está sendo providenciada pela Porte Engenharia, mas o Corpo de Bombeiros adiantou que o prédio só será liberado após a análise paralela, que será realizada por outra empresa, conforme os moradores solicitaram.
O laudo foi apresentado durante coletiva de imprensa no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, em Belém. Estavam presentes todos os órgãos envolvidos no monitoramento do incidente. O engenheiro responsável pela vistoria que avaliou a resistência do material da construção, Paulo Brígido, informou às autoridades que, segundo a sua análise, “houve um esmagamento em um dos pilares de sustentação, devido a má aplicação do concreto durante a construção do edifício”.
Ainda de acordo com Brígido, o concreto utilizado pela Porte Engenharia está dentro dos padrões da construção civil e outros 75 pontos foram verificados do ponto de vista da sustentabilidade. “Verificamos, além do pilar prejudicado, outros cinco pontos no edifício. Em nenhum deles o concreto apresentou o mesmo problema. Apesar disso, é necessário uma análise do cálculo do projeto, que verificará toda a parte estrutural, principalmente porque o responsável pelo Wing foi o mesmo que assinou o cálculo do Real Class, que desabou no início do ano”, ressaltou o engenheiro, que disse não ser especialista em cálculo estrutural e sugeriu à Porte a contratação de outra empresa para a análise.
O coronel Hegésipo Donato, do Corpo de Bombeiros, informou que o Edifício Wings permanecerá interditado até que saia o resultado da análise de cálculo a ser feita por uma empresa que será definida pelos moradores nesta terça-feira à tarde, em reunião com o Ministério Público. “Por medida de precaução nós manteremos o prédio e as casas vizinhas interditadas até que o laudo de cálculo esteja disponível. Também vamos esperar a análise completa que será feita por outra empresa terceirizada, a ser escolhida pelos moradores. O Corpo de Bombeiros está monitorando todas as vistorias junto com o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves”, explicou o coronel, que disse que no prazo de 20 a 30 dias deverá ter um posicionamento seguro a respeito da liberação do edifício.
O Corpo de Bombeiros informou que, enquanto permanecer interditado o prédio e os outros imóveis vizinhos, continuará monitorando a área, realizando medidas de prevenção e dando apoio aos moradores. Uma sala de situação, onde os profissionais da corporação e da Defesa Civil do Estado permanecem em regime de plantão, funciona 24h em um prédio do quarterão para atender os moradores do local. (Agência Pará)
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