É do livro Eclesiástico, da Bíblia, que vem a inspiração para o lema da Campanha da Fraternidade 2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra”. A partir dessa bandeira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNNB) define os objetivos das atividades, projetos e discussões da campanha, que será lançada hoje, às 9h30, na CNBB. O tema é “Fraternidade e Saúde Pública”.
Desde 1964, a CNBB realiza a Campanha da Fraternidade. A cada edição, novos temas são escolhidos para nortear os trabalhos. Este ano, a saúde pública venceu a temática da juventude, deixada para 2013, quando a nação vai sediar a Jornada Mundial da Juventude. “Nada mais emergente hoje do que a saúde pública, quando a saúde virou um bem de consumo, algo para quem tem dinheiro”, avalia padre Aldo Fernandes, diretor regional do Instituto de Pastoral da CNBB
A escolha dos temas se baseia em critérios que levam em consideração os assuntos mais em destaque no momento de organização da campanha e que retratam o contexto social do país naquele período. “É um sentir com as pessoas”, diz o padre. Já os lemas das campanhas carregam releituras de capítulos e versículos da Bíblia, de onde são traçados os objetivos geral e específicos da atividade. Segundo o padre, a ideia dessa vez é discutir e encontrar caminhos para mudanças.
“Refletir sobre a situação da saúde pública, sensibilizar os fiéis para a realidade em que se encontram, mobilizar forças para a melhoria nas políticas públicas em saúde”, adianta. Ao contrário do que se possa pensar, padre Aldo acredita no Sistema Único de Saúde (SUS) e o considera um dos melhores do mundo. Mas aponta os gargalos no sistema.
“Nos seus critérios e princípios ele é excelente. É, inclusive, um modelo que deveria ser copiado. Como política de saúde pública, o país tem um débito muito grande e os próprios noticiários mostram isso: verbas são desviadas, a aplicação não é feita de acordo com o que a lei pede. Os planos de saúde concorrem com o SUS. A saúde virou mercadoria. Saúde não é um favor do governo, é uma devolução dos impostos pagos pela população. O cidadão não tem que mendigar saúde, é uma questão de direito, de Justiça”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar