O Pará teve um saldo positivo de quase seis mil postos de trabalho em setembro deste ano. É o que revela o novo mapa do emprego formal no Estado, divulgado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará).
O balanço mostra que em setembro de 2011 foram registradas, no Pará, 32.045 admissões contra 26.170 desligamentos - saldo positivo de 5.875 postos de trabalho e crescimento de 0,88% na geração de empregos. Esse número é um dos melhores já alcançados pelo Estado e está na contramão da situação nacional, que mostra recuo na geração de postos de trabalho formais.
Os novos dados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em setembro de 2010, o Pará também apresentou crescimento de empregos formais, porém o saldo foi bem menor do que o deste ano: foram 27.385 admissões contra 22.780 desligamentos - saldo positivo de 4.605 postos de trabalho e crescimento de 0,76%.
Segundo a pesquisa, em setembro deste ano quase todos os setores econômicos do Estado apresentaram crescimento na geração de empregos formais. A exceção foi a Agropecuária - queda de 0,46%. Já a Construção Civil apresentou o melhor desempenho: crescimento de 1,72%. Em seguida veio a Indústria de Transformação (1,47%), Extrativo Mineral (1,15%) e Serviços (1,04%).
O novo mapa do emprego revela também o comportamento do emprego formal nos demais Estados da Região Norte. Em setembro de 2011 todos os sete Estados do Norte apresentaram crescimento na geração de empregos. E o destaque, mais uma vez, foi o Pará, com a geração de 5.875 postos de trabalho, seguido pelo Amazonas (3.319 postos), Tocantins (1.154 postos), Amapá (952 postos), Roraima (748 postos), Rondônia (243 postos) e Acre (86 postos). Em todo o Norte foram feitas, em setembro deste ano, 78.782 admissões contra 66.405 desligamentos - saldo positivo de 12.377 postos de trabalho e crescimento de 0,76% na geração de empregos.
Nos nove primeiros meses de 2011 (janeiro a setembro), a nova pesquisa revela que o emprego formal continuou crescendo no Pará. Foram feitas 275.015 admissões contra 233.761 desligamentos - saldo positivo de 41.254 postos de trabalho e crescimento de 6,44%. No mesmo período de 2010, o Estado também apresentou crescimento de empregos formais, mas o saldo foi menor que o deste ano: foram 223.046 admissões contra 188.766 desligamentos - saldo positivo de 34.280 postos de trabalho e crescimento de 6,01% na geração de empregos formais. É recorde esse resultado obtido pelo Pará, nos primeiros nove meses de 2011 e foi o maior já alcançado pelo Estado na década.
De acordo com a pesquisa, quase todos os setores econômicos do Pará apresentaram crescimento de empregos formais nos nove primeiros meses de 2011. A exceção foi o setor Serviços de Indústria e Utilidade Pública - queda de 4,59%. Nesse período, a Construção Civil apresentou o melhor desempenho: crescimento de 16,78%. Em seguida veio o setor Extrativo Mineral (16,65%), Serviço (7,01%), Agropecuária (5,77%) e Comércio (4,29%).
O Dieese-Pará também analisou o comportamento do emprego formal nos nove primeiros meses de 2011 nos demais Estados do Norte. Todos apresentaram saldos positivos: o Amazonas apresentou a maior geração de empregos, com saldo positivo de 44.124 postos de trabalho. Foi seguido pelo Pará (41.254 postos), Rondônia (14.636 postos), Tocantins (8.400 postos), Amapá (5.291 postos), Acre (4.876 postos) e Roraima (1.644 postos).
Em todo o Norte foram feitas, nos nove primeiros meses de 2011, 754.206 admissões contra 633.981 desligamentos - saldo positivo de 120.225 postos de trabalho e crescimento de 7,74%. Nos últimos 12 meses, a pesquisa mostra que o Pará também teve saldo positivo de empregos: foram 355.254 admissões contra 308.165 desligamentos - 47.089 postos de trabalho e crescimento de 7,42%.
Nesse período, quase todos os setores econômicos paraenses apresentaram crescimento de empregos formais. A exceção, mais uma vez, foi o setor Serviços de Indústria e Utilidade Pública: queda de 5,10% na geração de empregos formais. O setor Extrativo Mineral apresentou o melhor desempenho: crescimento de 22,07%, seguido pela Construção Civil (13,98%), Serviço (8,44%), Comércio (7,62%), Agropecuária (4,79%), Administração Pública (2,34%) e Indústria de Transformação (1,85%).
Além do Estado do Pará, o mapa mostra a trajetória do emprego formal nos últimos 12 meses nos demais Estados do Norte. Todos apresentaram resultados positivos. E o destaque foi o Pará - saldo positivo de 47.089 postos de trabalho. Foi seguido pelo Amazonas (43.928 postos) e Rondônia (13.321). Nesse período, em todo o Norte, foram feitas 972.201 admissões contra 849.233 desligamentos - saldo positivo 122.968 postos de trabalho. Desse total - 47.089 postos de trabalho ou 38% foram gerados no Pará. (Agência Pará)
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