Lembrando que desde 1983, quando se elegeu deputado pela primeira vez, já lutava pela transformação do então território de Roraima em estado, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) denunciou nesta quinta-feira (20) o envio de cartas falsas aos senadores em seu nome, tratando da redivisão do estado do Pará, uma demanda que, sublinhou, data de 1913. Mozarildo solicitou investigação à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).
"A pessoa que escreveu essa carta não me conhece, cometeu erros grosseiros. A minha assinatura, essa pessoa sequer teve a curiosidade de ver como eu assino para imitar. Fez uma assinatura grosseira, escrevendo apenas 'Mozarildo', de uma forma que nem sequer parece com a minha caligrafia", esclareceu em Plenário.
Mozarildo disse que defende "de maneira muito tranquila e aberta" a redivisão territorial não só do Pará, mas também do Amazonas e do Mato Grosso, pois totalizam mais de 50% do território brasileiro. Para o senador, não é possível pensar que desigualdades regionais podem ser eliminadas tendo "estados-latifúndios" com a capital distante das outras cidades.
"Quando assumi a minha cadeira aqui no Senado, em 1999, apresentei um Projeto de Decreto Legislativo [PDL] autorizando a convocação do plebiscito [sobre a redivisão territorial]. Doze anos depois, o Congresso aprovou o PDL que convoca o plebiscito, que será realizado em dezembro. Não está criando o estado do Tapajós; não está criando o estado do Carajás. Quem vai criar - se criar - vai ser a população do Pará, que vai dizer sim ou não", afirmou.
O senador assinalou que, antes da Constituição de 1988, a população não era consultada sobre redivisão territorial, como foi feito com o Mato Grosso, com a criação do estado de Rondônia e com os territórios do Amapá e Roraima. Agora, frisou, a população será ouvida de forma democrática e decidirá livremente o que deseja. Ele observou que a discussão sobre o assunto deveria ser feita de forma serena, educada, elevada. (Agência Senado)
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