Já dura mais de 14 horas o júri popular dos acusados na morte do sindicalista Brasilia, de Castelo dos Sonhos, região de Altamira sudoeste do Pará. Os réus Alexandre Manoel Trevisan, 51 anos, conhecido como fazendeiro Maneco; Márcio Antonio Sator, 40 anos, conhecido como Márcio Cascavel; e Juvenal Oliveira da Rocha, Parazinho, 44 anos são acusados de matar o sindicalista .
A sessão, que começou em torno de 08h, presidida pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, do 2º Tribunal do Júri de Belém deverá encerrar por volta das 23 horas, com a leitura da sentença. O promotor de justiça Mário Brasil em conjunto com o advogado Marco Apolo, da Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH)que atua como assistente de acusação. Em defesa do fazendeiro está atuando o advogado Jorge Tangerino, a advogada Marilda Cantal atua em defesa de acusado Marcio Sartor ou Márcio Cascavel, e o defensor público Rafael Sarges, que defende Parazinho.
Durante a manhã foram ouvidas seis testemunhas no total, sendo a primeira e única testemunha da promotoria. Na parte da tarde, após almoço, os acusados foram interrogados e negaram a prática do crime, mas, não souberam explicar porque foram denunciados e posteriormente pronunciados para serem submetidos a júri popular. A promotoria retornou à réplica e reforçou a acusação contra os acusados.
Este é o segundo júri dos acusados de matar o sindicalista, que atuava como delegado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira. Antes de ser executado, Brasília foi torturado, teve braços e pernas decepadas e recebeu vários disparos de arma de fogo na área da nuca e da cabeça. No primeiro julgamento, realizado em 19/06/2009, o Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri de Belém rejeitou a acusação por maioria de votos, não reconhecendo os três acusados como responsáveis pelo crime. Houve recurso de apelação que resultou na anulação do julgamento. Meses antes de ser morto o sindicalista denunciou as ameaças anônimas de morte, afirmando que se alguma coisa lhe acontecesse os responsáveis seriam fazendeiros e madeireiros da região de Altamira. (DOL com informações do TJ/PA).
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