Dos biscoitos de cacau feitos pelos produtores de Medicilândia às flores produzidas em Marituba, no Frutal Amazônia e Flor Pará 2011 o que não falta são possibilidades de negócios e troca de experiências entre expositores e visitantes. Com o tema “Agricultura e inovação: rota para o desenvolvimento sustentável”, o evento acontece até este sábado e foi aberto ao público, na noite de ontem, em cerimônia no Hangar.
Uma das atrações da feira, que abrange todo o salão principal do Hangar, é o parque tecnológico montado pela Secretária de Agricultura do Estado do Pará (Sagri). O espaço vai mostrar as cadeias produtivas do cacau e do açaí, duas importantes culturas que ganham espaço no mercado internacional. O parque funciona como um labirinto, em que o visitante entrará por túneis onde técnicos explicarão a evolução do processo, desde o plantio até a fabricação do chocolate e a produção do açaí.
Quem comemora a participação em mais uma edição do evento é a microempresária Ivonete Sobral, que adquiriu um estande onde apresenta seu orquidário. “Apesar de ter este espaço onde posso realizar as vendas das minhas plantas, o comércio não é o principal objetivo aqui. Participo por causa dos contatos que faço, das trocas e pela divulgação do meu trabalho”.
A semana em que são expostos flores, frutas e equipamentos da agroindústria já faz parte do calendário de eventos agrícolas brasileiro. “Esta sem dúvida é uma das maiores feiras do Norte do país e uma oportunidade única para estes segmentos. Por isso, definimos algumas metas que serão cumpridas em nossos programas como: inovação, integração e participação”, garantiu Hildegardo Nunes, titular da Sagri.
Também foi assinado por 9 instituições o protocolo de intenções que vai viabilizar ações de desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau e, ainda, foi sancionada a lei que garante a normatização da comercialização dos produtos artesanais do Pará. “Estas regulamentações vão promover ainda mais a evolução deste setor no Pará, o que significa expansão dos negócios e crescimento da economia”, diz Euvaldo Bringel, presidente do instituto Frutal.
Para o governador Simão Jatene, trata-se de mais uma oportunidade de potencializar áreas fundamentais para o desenvolvimento. “Esta lei que sancionamos vem contribuir com este projeto, já que reconhece o trabalho realizado pela agricultura familiar e acima de tudo respeita esta forma de produção”, disse. (Diário do Pará)
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