Os cabelos completamente arrepiados são o resultado de uma mistura que envolve ciência e curiosidade. De um lado, o aparelho que faz demonstrações de eletricidade. Do outro, crianças, adolescentes e adultos que não resistem e param para ver o Gerador Eletrostático de Van der Graaff. O instrumento de nome estranho é uma das atrações da IV Feira Estadual de Ciência e Tecnologia que vai até hoje na Estação das Docas e tem entrada franca.
Realizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, o evento integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre no Brasil desde 2004. Este ano, a Feira tem como tema o assunto “Mudanças Climáticas, Desastres naturais e Prevenção de Riscos”. A proposta é levar os visitantes a uma viagem pelo mundo do conhecimento. São mais de 20 instituições participantes.
Boa parte desse público não teve como passar despercebido pela enorme Câmara Escura, montada pela Fundação Curro Velho na Feira. Ali, principalmente a criançada, podia ver imagens projetadas de cabeça para baixo dentro do local, uma espécie de quarto completamente escuro, com apenas um orifício para entrada de luz.
O estande do Laboratório de Demonstrações, da Faculdade de Física da UFPA, era ponto de parada quase obrigatório dos curiosos, graças ao Gerador Van Dder Graaff. E, talvez, uma das sensações da Feira. O burburinho se formava em torno de quem se aventurava em sentir no próprio corpo as reações da eletricidade. Bastava escolher se a experiência poderia ser vivida com ou sem emoção.
As amigas Victória Oliveira, de 15; e Caroline Gomes, 14 anos, optaram pelas duas. Primeiro foi Victória. Ainda na modalidade sem emoção, onde os cabelos ficam literalmente em pé. Em seguida, ela e amiga resolveram conhecer os outros estandes da Feira e depois voltaram para levar alguns choques, na parte emocionante do processo. Tudo acionado por 200 mil volts. E como alguém não morria com tamanha intensidade de energia?
“O que diferencia não é voltagem, e sim a corrente elétrica. Na tomada da nossa casa são 110 volts e lá a corrente elétrica é muito alta. Aqui é mínima”, explica a estudante do curso de Física da UFPA Carla Gonçalves, 19. (Diário do Pará)
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