Professores da rede estadual e servidores do Banco da Amazônia não entraram em acordo com o Governo do Estado e Sindicato dos Bancos e continuam em greve nesta sexta-feira (21). A paralisação do magistério começou no dia 26 de setembro e a dos bancários completa hoje 25 dias.
Ambas as categorias realizaram atos e assembleias na manhã de hoje. E no próximo dia 25, o Sintepp (Sindicato dos Professores do Pará), realiza mais uma audiência de conciliação com o Governo. "O Governo não está disposto a dialogar. Na última tentativa eles porpuseram parcelar de 12 vezes o valor de R$ 69 que falta para atingirmos o piso nacional dos professores. Isso é querer fazer pirraça com a categoria", comentou Antônio Neto, da assessoria de comunicação do sindicato.
De acordo com Antônio, alguns professores já tiveram descontos no salário por conta da paralisação. "Isso mostra que a insensibilidade do Governo para atender os anseios da categoria, eles cortaram o ponto de alguns professores em meio a discussão. A culpa da falência da educação não é do professor, somos profissionais e temos que ser valorizados. Professor é uma profissão e não um sacerdócio".
O sindicato também prometeu fazer reposição das aulas aos estudentes do ensino médio que estão prestes a fazer vestibular. "Temos esse compromisso de repor as aulas. Será um esforço concentrado para alunos do ensino médio e vamos fazer isso apesar de alguns terem sido descontados", explicou.
Já no Banco da Amazônia outro dilema. "O Sindicato já orientou a aprovação da proposta do banco mas a associação de bancários rejeitou a proposta por maioria na plenária que ocorreu ontem", disse Allan Tomaz, do sindicato dos bancários. Hoje, o sindicato mandou um ofício ao banco para retomada das negociações e aguarda um posicionamento.
(Sâmia Maffra, DOL)
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