Moradores do edifício Wing e da área de entorno podem ter seu retorno às residências liberado amanhã. O laudo técnico que está sendo feito pela equipe de cinco engenheiros do Grupo de Análise Experimental de Estruturas e Materiais (Gaema) da UFPA, no qual deverá constar a análise de estrutura do prédio, deve ser emitido ainda na tarde de hoje. A informação é da Defesa Civil Estadual, que garante a realização de uma reunião hoje, com a participação da empresa Porte Engenharia, Ministério Público Estadual (MPE), representantes dos moradores e da Defesa Civil Municipal.
De acordo com o sargento Jocélio Navegantes, da Defesa Civil Estadual, os moradores estão tendo acesso aos apartamentos acompanhados de voluntários do órgão, mas não podem permanecer muito tempo no local. “A interdição continua até a emissão do laudo. Enquanto isso, estamos acompanhando os trabalhos da equipe da UFPA para que tudo seja resolvido o mais rápido possível, mas garantindo a segurança de todos. Na reunião, já poderemos ter um posicionamento final”.
Segundo o sargento, a reunião deve acontecer na UFPA por volta das 16h. “Todas as instituições envolvidas vão avaliar o laudo, opinar e debater sobre os resultados, para só então chegarmos a uma conclusão. Tudo aponta para que a área seja liberada. Mesmo assim, só teremos um posicionamento após essa reunião, caso ela aconteça amanhã [hoje]”.
O trecho onde fica o prédio chegou a ser liberado pelas autoridades no sábado, mas foi novamente interditado no domingo por uma liminar obtida por moradores do edifício La Vie En Rose, baseado num acordo feito no MPF entre empresas e moradores, que previa liberação da área somente após emissão do novo laudo que deve ser entregue hoje. Enquanto isso, a Porte permanece custeando a estadia dos moradores do Wing e da área atingida em hotéis.
ESTALOS
No último dia 16, o edifício Wing, localizado na rua Diogo Moia, no bairro do Umarizal, apresentou um esmagamento num dos pilares do edifício, no prédio da garagem, ao lado da torre de apartamentos. Os moradares dos 26 apartamentos foram retirados pelo Corpo de Bombeiros, que isolou o local e também orientou a saída dos moradores de duas casas e de uma vila próxima ao prédio e do edifício vizinho, o La Vie En Rose. A rua foi interditada e até hoje permanece sem tráfego de carros. (Diário do Pará)
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