O Ibama multou a designer de interiores Fátima Rego em R$ 10 mil por utilizar dois cocares indígenas, feitos com penas de araras e papagaios para divulgar seu espaço na versão paraense da Casa Cor, evento de decoração realizado em Belém. Além de multada, a decoradora foi notificada a entregar em 30 dias os artefatos com as penas das aves silvestres ao órgão ambiental federal sob o risco de receber novas sanções. Ela tem 20 dias para se defender e pode recorrer da autuação do instituto.
Antes de inaugurar sua participação na Casa Cor, a designer esteve na Divisão de Fauna do Ibama no Pará em busca de autorização para expor dois cocares, emoldurados em quadros, na sala que iria decorar. Na ocasião, foi informada que o uso de qualquer artefato com partes de animais silvestres (como penas, peles, ossos, dentes, etc.) era proibido pela legislação brasileira, e que ela deveria entregar o material voluntariamente ao Ibama, pois a guarda também era vetada por lei.
Segundo o Ibama, a decoradora acabou incluindo as peças na decoração à revelia da lei, apesar das orientações. Os objetos proibidos acabaram fotografados e divulgados em uma revista local. “Ao exibir na mídia os quadros com as penas de araras e papagaios como se fossem objetos decorativos de bom gosto, a designer já cometeu uma infração ambiental. Ela ainda incentivou o comércio ilegal de plumagens, sem falar da crueldade de se fazer quadros com partes de animais silvestres ameaçados de extinção”, explica Leandro Aranha, chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará.
De acordo com o artigo 24 do Decreto 6514/2008, a multa é de R$ 5 mil por peça, no caso de artefatos de penas de aves ameaçadas de extinção. Procurada ontem pela reportagem, a designer não foi localizada. (Diário do Pará)
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