Com o apoio permanente de instituições como o Exército, o Congresso Internacional de Sociosfera na Amazônia (Cisa) comemora, amanhã, no Bosque Rodrigues Alves, os dez anos do programa “Mundo Novo das Árvores”, materializado por amplo calendário de eventos de educação ambiental e reflorestamento da região das ilhas de Belém, entre eles as “Amazoníadas” e “Bombardeio de Sementes”.
Trinta personalidades de diversas áreas do conhecimento e das três esferas governamentais vão plantar mudas de espécies amazônicas para simbolizar a sustentabilidade necessária entre o homem e a Amazônia.
Lançado em 2001, o programa ambiental completa uma década com saldo positivo para as escolas públicas e particulares que participam das atividades dirigidas à formação de crianças e adolescentes preocupadas com a preservação do verde. Segundo a presidente do Cisa, Oro Serruya, milhares de alunos de mais de 50 escolas já passaram pelas aulas de cidadania promovidas pelo “Mundo Novo das Árvores”.
Boa parte da clientela estudantil estará no canteiro Jardim da Esperança, do bosque, testemunhando o plantio das árvores autorizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
CONSELHO
O evento também deverá reunir o conselho científico do Cisa, composto por nomes conhecidos do cenário acadêmico do Pará, como o médico Camilo Vianna, de 85 anos, considerado o decano dos ambientalistas da Amazônia.
Do conselho fazem parte, também, professores da UFPA, como Juan Hoyos, Tony Costa e Francisco Matos, além dos voluntários de fora do Estado, incluindo os pesquisadores Sílvio Vale (Fiocruz-RJ), Luiz Benyosef (Observatório Nacional-RJ) e Luiz Carlos Baldicero Molion (UFRN).
O grupo de pesquisadores é responsável pela formulação das teses defendidas pelo Cisa nos dez anos. No novo milênio, o desafio, para a entidade, é a conciliação da exploração dos recursos com uma forte vigilância ambiental, através, por exemplo, do aumento do monitoramento por satélite do desmatamento dos biomas da Amazônia. “A defesa da região depende de novas tecnologias que rompam com dogmas do passado e presente predador”, advoga a ambientalista e arquiteta Oro Serruya. (Diário do Pará)
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