Maria do Socorro trabalha como técnica de enfermagem no município de Salinópolis. Independente disso, quando precisa receber atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) esbarra nas mesmas dificuldades enfrentadas por qualquer cidadão que depende do serviço.
A preparação de Maria para a consulta que possibilitaria a realização de uma cirurgia no útero iniciou ainda às 5h de ontem, em Salinópolis. Porém, ao chegar ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, onde recebe atendimento, recebeu a notícia de que não poderia ser consultada em decorrência da paralisação dos médicos que atendem ao SUS.
A suspensão do atendimento eletivo, como são chamados os procedimentos médicos agendados com antecedência, por parte dos médicos, é decorrente da reivindicação da categoria por melhoras no serviço. Por esse motivo, a cirurgia de Maria do Socorro só poderá ser realizada no dia 6 de dezembro. “Enquanto espero todo esse tempo, vou ter que ficar dependendo da emergência em Salinas para aguentar”.
Com o pacote de exames que deveriam ser apresentados ao médico, Maria saiu da recepção da Santa Casa com a certeza do prejuízo. Além das passagens de ida e volta para o município onde mora, marcadas para o mesmo dia em que deveria ter sido atendida, Maria ainda teria que arcar com os custos com alimentação. “Estou só gastando dinheiro e não encontro uma solução para o meu problema”, indignava-se. “Essa já é a terceira vez que a minha cirurgia é remarcada”. Leia mais no Diário do Pará.
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