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Sesma e MP reúnem para discutir qualidade do açai

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) solicitou reunião com o Ministério Público Estadual e órgãos estaduais para debater a qualidade do açaí em Belém. O encontro aconteceu, na manhã desta quarta-feira (26), e foi motivado pelos casos da doença de chaga

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) solicitou reunião com o Ministério Público Estadual e órgãos estaduais para debater a qualidade do açaí em Belém. O encontro aconteceu, na manhã desta quarta-feira (26), e foi motivado pelos casos da doença de chagas que estão sendo registrados na cidade.

Os Departamentos de Vigilância Sanitária – Devisa municipal e Estadual, Secretaria Municipal de Economia - Secon, Promotoria do Direito do Consumidor, com o promotor Marco Aurélio, Secretaria de Agricultura do Estado - Sagre e a Empresa de Assistência Técnica e Expansão do Pará (Emater) participaram do encontro.

A titular da Sesma, Sylvia Santos, esclarece que solicitou o encontro com os demais órgãos competentes para que todos possam afinar ações em prol da qualidade do açaí vendido ao consumidor da capital e para esclarecer à população os recentes casos da doença.

“Solicitamos esta reunião para que possamos unir os trabalhos que já estamos realizando há tempos, assim verificando de que forma podemos investir em melhorias na cadeia produtiva do nosso mais tradicional alimento. Temos de esclarecer que é rotineiro o trabalho de investigação sanitária nos pontos de venda do açaí, não apenas motivados por suspeitas de contaminação por Chagas”, afirmou.

Um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC divulgado pelo Ministério da Saúde em 2007 recomenda que os batedores lavem os produtos por até três vezes incluindo branqueamento. Mas do total estimado de quatro mil batedores existentes em Belém, apenas 250 assinaram este termo. “Vamos nos reunir mais vezes para elaborar um novo TAC e ser aplicado em Belém”, enfatizou a secretária de saúde. Cada órgão participante da reunião realiza ações de prevenção à doença de Chagas. Em um próximo encontro, os trabalhos serão integrados.

A coordenadora da Divisão de Chagas da Sespa, Elenild Góes, aproveitou a oportunidade para explicar que Belém não passa por uma epidemia como está sendo noticiado na imprensa. “O que existe em Belém é uma endemia, o que é qualquer doença que ocorre apenas em um determinado local ou região, não atingindo nem se espalhando para outras comunidades. Em 2009 houve mais de 230 casos da doença de Chagas, este ano temos apenas 89 registrado em Belém”, disse.

Para ela, a imprensa local também não tem divulgado corretamente as ações de prevenção contra a contaminação do alimento. “Infelizmente ainda divulgam que o congelamento do açaí mata o Trypanosoma cruzi, o agente contaminante que está nas fezes do barbeiro e causa a doença. Mas isso não é verdade. Estudos foram apresentados e comprovam que depois do descongelamento, o agente ainda está presente e ativo no alimento”, afirma.

A contaminação pela doença também pode ocorrer diretamente pela ação do inseto, que suga o sangue da pessoa e em seguida defeca próximo ao local da picada, por meio do sangue, como em uma transfusão, mas atualmente este tipo de caso está completamente controlado em Belém. Outras formas de contágio podem ocorrer de mãe para filho, o que é de difícil detecção clínica ou por ingestão de alimentos contaminados.

A Secretária de Saúde de Belém declarou ainda, que a partir desta reunião, a Sesma vai trabalhar intensamente na prevenção. “Mesmo não havendo ainda nenhuma prova comprobatória de como os casos mais recentes se contaminaram com a doença, nossos Departamentos de Vigilância Sanitária e Epidemiológica vão continuar trabalhando em suas atividades preventivas e de investigação de casos.”, concluiu Sylvia Santos. (Ascom Prefeitura de Belém)

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