Em congressos, pesquisas, discursos políticos ou protestos sociais, o meio ambiente se tornou um dos assuntos mais debatidos atualmente. De um lado, há o protecionismo sobre a floresta. De outro, a necessidade de desenvolvimento regional. Um embate que nunca será resolvido enquanto não houver equilíbrio entre os dois interesses. “Sociedade civil, o setor privado e a mídia precisam trabalhar juntos para a solução. Não podemos esperar apenas do governo, criticando suas falhas, porque os nossos líderes não irão mudar”, afirma o físico e economista Mohan Munasinghe.
Vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2007 por seu trabalho sobre as mudanças climáticas, em parceria com o ex vice-presidente americano Al Gore, Mohan conduz hoje e amanhã um curso na Universidade Federal do Pará (UFPA). O objetivo é desenvolver profissionais capazes de tomar decisões a partir da visão multidisciplinar e foco no equilíbrio entre os diversos aspectos do desenvolvimento. A iniciativa do evento é do Instituto Tecnológico Vale (ITV), uma instituição sem fins lucrativos concebida pela Vale.
“Pequenos atos já contribuem para o desenvolvimento sustentável. Cada um deve fazer sua parte, mantendo hábitos conscientes, desde apagar as luzes à redução do consumo. Enquanto não houver acordos climáticos, os problemas não irão se resolver”, afirmou ontem, logo após chegar em Belém.
Mas existe a necessidade de desenvolvimento. Segundo o documento apresentado pelo economista, em todo o mundo, 1.4 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, 2 milhões não têm saneamento básico ou eletricidade e cerca de 3 bilhões de pessoas, metade da população mundial, vive com menos de dois dólares por dia, em média 216 reais por mês.
Ser sustentável exige trabalho. “Primeiro, precisamos estabelecer esse desejo como meta; depois as políticas deveriam ser equilibradas nas perspectivas social, econômica e ambiental; seguida pela transposição de barreiras impostas por valores, como o de que a ganância é importante; e por fim, pensar em ações em longo prazo”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar