Os cinco pontos de venda de açaí interditados na terça-feira (25) pela Vigilância Sanitária, nos bairros do Telégrafo e Jurunas, continuam interditados. As fiscalizações fazem parte dos trabalhos rotineiros do Departamento, que avalia a estrutura dos estabelecimentos, condições higiênicas e sanitárias.
Depois de vistoria, a Vigilância Sanitária identifica os estabelecimentos aprovados, para o consumidor saber que o produto pode ser comprado sem riscos. Segundo Roberval Feio, diretor geral da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), que acompanhava o trabalho do Devisa, o objetivo garantir a saúde pública da população de Belém. “Não temos a intenção de prejudicar ninguém. Nossa preocupação fundamental é a preservação da saúde e do bem estar da população de Belém, que é mais importante de tudo, portanto não podemos permitir que mesmo inadvertidamente, a saúde de nossos cidadãos corra riscos”, afirmou.
Dentre os pontos de venda de açaí fiscalizados no bairro do Telégrafo, estavam quatro pontos notificados na sexta-feira (21) passada, por suspeita, ainda sem confirmação, de contaminação pela Doença de Chagas. Nesta ocasião, estes comércios de açaí foram notificados a encerrar suas atividades no espaço de tempo mais breve possível, pois além da suspeita da doença, não tinham documentação adequada, nem condições higiênicas satisfatórias para funcionamento.
Já no bairro do Jurunas, a Vigilância Sanitária visitou três pontos de venda de açaí, na avenida Fernando Guilhon, nas proximidades da Avenida Bernardo Sayão. No primeiro local vistoriado pelos fiscais, foram encontradas inúmeras irregularidades. O ambiente estava sujo, o fruto do açaí não era higienizado de forma correta, o ambiente era todo de madeira, quando que o recomendado pelo Devisa é que seja totalmente azulejado para evitar contaminações por sujeira, além de que a pessoa que manipulava o alimento não usava luvas, nem touca e nem fazia a limpeza das mãos.
Havia ainda, espalhada pelo local, fiação elétrica exposta e suja, o forro do ambiente era inadequado, de onde poderiam cair objetos e sujeira no açaí que era preparado. O local foi interditado em virtude das irregularidades graves encontradas. O dono do estabelecimento não quis falar com a reportagem.
Em uma passagem próxima ao local, os fiscais da Vigilância visitaram ainda dois outros pontos de venda. No primeiro, quando os fiscais chegaram ao estabelecimento, ele havia sido fechado minutos antes. Em outro, que funcionava em condições mais regulares, os fiscais deram apenas orientações aos funcionários.
(DOL, com informações da Ascom Sesma)
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