Professores da rede estadual de ensino participaram, nesta quinta-feira (27), de um seminário sobre a prevenção e incentivo ao teste do HIV/ Aids no ambiente escolar. O evento faz parte da mobilização nacional que acontece anualmente em várias capitais, visando a prevenção da doença e a detecção precoce da infecção pelo HIV entre adolescentes e jovens estudantes, em especial os do ensino médio, que compõem a faixa etária dos 13 aos 19 anos.
Dados de boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde identificam que, embora o conhecimento sobre cuidados em relação à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tenha aumentado, ainda é crescente a disseminação do HIV entre os jovens, com 12.693 casos confirmados até junho de 2010.
De acordo com Suellen Silva, do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) do Ministério da Educação (MEC), é necessário que os educadores se apropriem de informações para que possam transmiti-las aos estudantes. “Hoje é fato que as crianças dependem também dos professores para ter uma boa educação”, ratifica.
Segundo dados do MEC, em relação à situação comportamental dos jovens, verifica-se a iniciação precoce da atividade sexual. Cerca de 31,4% tiveram a primeira relação antes dos 15 anos e 14,7% informaram possuir mais de cinco parceiros eventuais no último ano. A média de idade para a primeira relação é de 15,3 anos.
“Para que as ações se desenvolvam de maneira eficaz é necessário trazer pais e responsáveis, assim como toda a comunidade, para conhecerem a proposta do SPE para que as ações não sejam barradas nas residências depois de articuladas nas escolas”, defende Suellen.
Pesquisas da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco) informam que, depois que os pais passam a conhecer o SPE, começam a se envolver mais com a temática da educação sexual e quebrar alguns tabus. A chefe da Coordenação de Ações Complementares (Caec) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Sandra Ribeiro, informa que, em Belém, 18 escolas já fazem parte do PSE, sete delas em âmbito estadual.
“As escolas estão recebendo informações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para que possam trabalhar com diversas temáticas que abrangem direitos sexuais, reprodutivos e relações homoafetivas, entre outras”, destaca. A culminância da mobilização será dia 1º de dezembro, quando os educadores vão desenvolver nas escolas atividades para o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
(Ascom Seduc)
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