A montagem de um plano de ação para reduzir o uso de agrotóxico na produção de hortaliças foi discutida em reunião realizada ontem (27), na Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). O Governo do Estado e os empresários do setor supermercadista buscam alternativas para atender o Ministério Público Estadual, que exige a oferta de alimentos saudáveis à população.
A exigência recai sobre os supermercados que compram a produção regional de hortaliças, cujo teor de agrotóxico estaria acima do índice permitido pelos órgãos de saúde. O presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas), Fernando Yamada, informou que a análise feita em amostras de verduras colhidas em sua rede de lojas, apontou maior índice de agrotóxico nos produtos importados, como pimentão e tomate.
O secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, informou que a fiscalização deve também incluir as feiras, para beneficiar toda a população. Para isso é preciso um plano de ação articulada entre Sagri, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Agência de Defesa Agropecuária (Adepará) para fiscalizar os produtores regionais. O trabalho vai começar junto aos fornecedores cadastrados pelas redes de supermercados que já produzem com regularidade e com padrão de mercado.
O plano inclui, ainda, a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa. O Sebrae já iniciou um trabalho de adequação dos horticultores da Região Metropolitana de Belém à legislação que regula o uso dos agrotóxicos. A Emater também já está fiscalizando os produtores de Belém até Castanhal e todos deverão ser capacitados tecnicamente para que estejam conscientes do mal que os agrotóxicos causam à saúde humana. “Quem não se adequar, ficará fora do mercado”, alertou Luiz Carlos Cordeiro, gerente do programa de fiscalização de agrotóxico da Adepará.
“Essa é uma oportunidade para regularizar a produção tradicional e estimular o crescimento da produção orgânica, já que existe um nicho de mercado interessado nesse segmento”, informou Hildegardo Nunes. O secretário sugeriu a criação de um selo para certificar os produtos que estiverem de acordo com a legislação.
(Agência Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar