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Vozes que buscam a garantia de direitos

Fim da violência escolar. O pedido de Mariane, de 10 anos, foi uma das dezenas de propostas feitas durante a Conferência Livre do Movimento República de Emaús. O evento, realizado no último sábado, foi uma articulação para definir sugestões a serem aprese

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Fim da violência escolar. O pedido de Mariane, de 10 anos, foi uma das dezenas de propostas feitas durante a Conferência Livre do Movimento República de Emaús. O evento, realizado no último sábado, foi uma articulação para definir sugestões a serem apresentadas na Conferência Municipal da Criança e do Adolescente de Belém, quando os jovens dirão ao prefeito Duciomar Costa o que e como querem que seus direitos sejam efetivados.

“Também acho que precisam construir mais abrigos para crianças de rua, para terem menos acesso a drogas. Quando os jovens estão ocupados, eles ficam afastados desses problemas”, continuou Mariane.

Para Stanley Barros, 15 anos, outro ponto importante é rever o acesso à educação e à saúde. “Existe um caos nos hospitais e escolas. Não estudamos direito porque sempre tem greve e às vezes vamos nos consultar e temos que ficar na fila por muito tempo”, exemplificou.

O movimento de Emaús tenta mobilizar, implementar e monitorar a política e o plano decenal dos direitos humanos de crianças e adolescentes de Belém, para permitir o exercício da participação para compreender e buscar direitos, explica Nazaré Araújo, coordenadora pedagógica.

“Esse é um evento resultante de um trabalho anterior desenvolvido desde que os jovens entram no movimento, quando são discutidas essas questões. Outras conferências paralelas têm ocorrido com foco na conferência geral”, afirmou Nazaré. No total, duas mil crianças e adolescentes, de 7 a 19 anos, participam de alguma atividade no movimento.

Bem articulado, Leonardo dos Santos, de 11 anos, sabia exatamente seu papel na conferência. “Temos que dar ideias, sugestões para indicar melhorias. No nosso bairro, por exemplo, algumas ruas estão precárias, como é o caso da rua do colégio. Toda vez que chove, temos que meter o pé na lama. E junto com essa estrutura ruim tem ainda a falta de segurança”, criticou.

(Diário do Pará)

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