Como faz aos domingos, Maria de Nazaré Soueiro foi à missa na igreja de Santo Antônio de Lisboa. Ao sair de lá, uma movimentação na Praça Batista Campos lhe chamou a atenção. Diversas pessoas vestidas com camiseta branca entregavam panfletos e seguravam faixas que abordavam justamente a principal causa de morte no Brasil: doenças cardiovasculares. “Eu não sabia do evento, mas aproveitei para tirar a pressão, ver o peso, porque sei que tenho me cuidar, principalmente porque meu irmão já teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral)”.
Assim como ela, diversas pessoas também aproveitaram a oportunidade para conhecer melhor a doença e as formas de prevenção. Foi o caso de Zuleica Coutinho, que fez questão de conferir os índices corporais. “Felizmente está tudo tranquilo, sem problemas. Gostei muito dessa ação”, afirmou.
A campanha do Dia Mundial do AVC é realizada pela Organização Mundial de AVC e ocorreu pela primeira vez em Belém, sob a coordenação do Laboratório de Neuroproteção e Neurorregeneração Experimental (LNNE) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral é uma alteração do fluxo de sangue no cérebro, que ocorre por falta ou extravasamento de sangue em alguma região do corpo.
Segundo o professor Walace Leal, responsável pelo evento, a doença mata 150 mil pessoas por ano somente no Brasil. “O AVC aflige atualmente todo o mundo. Em 2015, mais de 18 milhões de pessoas terão falecido em decorrência dele”, frisou. Para diminuir esse índice, a única saída é estabelecer uma vida saudável. “Apesar de não termos ainda um tratamento eficaz, já que é algo incurável, podemos investir na prevenção. Quando diminuem os fatores de risco, cai também a probabilidade da doença”, explicou. Tais fatores seriam peso, diabetes, hipertensão arterial, tabagismo, níveis elevados de colesterol e consumo excessivo de álcool.
“Por isso que sempre digo pro meu marido que não adianta se encher de remédio. Temos que caminhar, comer direito e não se estressar. Ser feliz é o que nos dá saúde”, disse sorrindo a aposentada Linomar Dias.
(Diário do Pará)
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