Os gastos públicos com a saúde em Belém referentes a 2010 e aos três primeiros trimestres deste ano foram apresentados na Câmara Municipal de Belém (CMB) durante sessão, na tarde de ontem. Os vereadores pediram a sessão com base na exigência legal estabelecida pelas leis que regem o Sistema Único de Saúde no Brasil, que prevê a realização de prestação de contas no final de cada trimestre. A Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) estava em atraso com a apresentação.
Um dos pontos que chamou a atenção da bancada oposicionista foi o valor de R$ 4,8 milhões gastos em 2010 com a alimentação dos servidores e despesas com lavagem de roupa. O vereador Fernando Dourado apontou ainda problemas com a identificação dos gastos com o que a Sesma denomina de serviços médicos extraordinários.
Segundo ele, precisa ser explicado quem são os profissionais que recebem esses pagamentos e quais instituições ou empresas receberam e ainda o porquê de ter sido pago esse valor.
O parlamentar informou que vai apresentar requerimento pedindo à Sesma esclarecimentos sobre os convênios com duas instituições que abocanharam dos cofres públicos cerca de R$ 8 milhões só em 2010.
Os parlamentares presentes pediram ainda detalhamentos sobre os investimentos no valor de R$ 2,2 e R$ 4,3 milhões no programa de saúde dos povos indígenas, aplicados nos dois primeiros trimestres de 2010.
Segundo o vereador Orlando Reis, líder do governo, devido aos questionamentos levantados na sessão, a Sesma vai fazer um levantamento mais detalhados sobre todos os gastos e deve voltar à CMB na próxima segunda-feira, quando os técnicos da secretaria deverão apresentar onde foram aplicados estes recursos. (Diário do Pará)
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