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Número de crianças com Aids aumenta no Estado

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça, o estudo “Saúde Brasil 2010”, que aponta dados de evolução de tratamentos feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e analisa a situação geral de saúde do brasileiro. Um dos dados mais importantes foi com

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O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça, o estudo “Saúde Brasil 2010”, que aponta dados de evolução de tratamentos feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e analisa a situação geral de saúde do brasileiro. Um dos dados mais importantes foi com relação à incidência da Aids no Brasil. Um dos contrastes encontrados na pesquisa mostra que, enquanto a transmissão vertical --mãe-bebê-- do HIV vem caindo no Brasil, a tendência é de alta nas regiões Norte e Nordeste.

A feminilização da Aids, pré-natal malfeito e falta de teste de HIV em gestantes podem explicar o maior registro da transmissão vertical do HIV nessas duas regiões. O Sul segue a tendência de queda, mas manteve a maior taxa de incidência em menores de cinco anos --de 9,4 em 2000 para 5,8 em 2009.

A incidência do HIV entre crianças de até cinco anos é usada pelo governo como espelho da chamada transmissão vertical --principal causa de infecção nessa faixa etária.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, os dados encontrados nas regiões Norte e Nordeste são preocupantes. Segundo ele, não há nestas regiões a tendência de redução observada em outras partes do país. “Em um país que oferece acesso universal ao antirretroviral, a gente espera a redução”, afirmou.

A meta do ministério é realizar o teste do HIV em 100% das grávidas em 2012 --a universalização consta do programa Rede Cegonha. Pretende-se usar o teste rápido, que detecta o vírus em minutos.

O documento evidencia também que o número de casos da hanseníase caiu 31,5% no Brasil nos últimos 10 anos. A redução percentual na região Norte, foi de 42,1%; Centro-Oeste, 36,6%; Sul, 30,2%; e no Nordeste, 16,9%. O estudo comprovou ainda que 82,3% dos casos detectados de hanseníase foram curados em 2010.

A mortalidade por doenças cardiovasculares reduziu 41% (2,2% ao ano). Por doenças respiratórias, o percentual de queda na quantidade de mortes foi de 23% (2,8% ao ano), com declínio a partir de 1999. Em relação ao câncer, as taxas ficaram relativamente estáveis no período. E, no caso do diabetes, houve aumento de 24% entre 1991 e 2000, seguido por um declínio de 8% entre 2000 e 2009.

O estudo apontou também o aumento de pré-natal e idade das mães. A publicação mostra que proporção de gestantes com nenhuma consulta reduziu de 4,7% para 1,8% entre 2000 e 2009. Mães com mais de 30 anos representam 26,7% do total de nascimentos

O número de nascimentos no país continua em queda, a faixa etária das mães é maior e as gestantes realizam mais consultas pré-natal e mais cesáreas. O percentual de partos cesáreas aumentou no Brasil, passando de 38% em 2000 para 50,1% em 2009.

SESPA

De acordo com a coordenadora estadual de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Deborah Crespo, até o ano de 2007 o número de infectados pelo HIV através do parto estava em queda, quando o coeficiente de detecção a cada 100 nascidos vivos chegava a 0,77. Porém, a partir de 2008, o índice veio crescendo gradativamente até atingir o coeficiente de 1,11 detecções em 2010, o correspondente a 159 casos. “Houve um aumento no Pará”, confirma. “Em alguns casos, os próprios médicos não pedem o teste de HIV durante o pré-natal e a mãe só descobre que é soropositiva no momento do parto, o que não é ideal”.

A coordenadora ainda ressalta que a doença é uma das poucas situações que impedem o aleitamento materno, também forma de transmissão da doença para crianças. “O governo garante por seis meses a fórmula infantil para essas crianças, mas é preciso detectar precocemente”. (Com informações de Cintia Magno - Diário do Pará)

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