O advogado criminalista Edílson Santiago, 55, decidiu encerrar, ontem, a greve de fome, iniciada ao meio-dia de anteontem, em protesto pela situação em que se encontra a seção paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), que está sob intervenção do Conselho Federal da Ordem, após irregularidades na tentativa de venda de terreno da OAB em Altamira.
Hipertenso, Santiago foi convencido por médicos e familiares a encerrar o protesto depois de passar 24 horas sem comer. “Não sou mais um garoto de 18 anos”, brincou o advogado, que reconheceu que já estava ficando estressado. Ele estava com a pressão alta e, por recomendação médica, foi levado de ambulância para casa, segundo informou.
Na opinião do advogado, o protesto valeu a pena. “Não defendo nenhuma bandeira, meu protesto foi pelo respeito ao profissional, levantar a dignidade do advogado”. Ele disse ainda que espera que a OAB volte a ser respeitada pela sua “defesa da cidadania e do advogado e contra a tirania do poder público”, como era no passado.
Dizendo-se chateado com a atual situação da entidade, ele disse que “a OAB não deve se misturar com outras coisas, só com os advogados”. Que volte a se pautar pelo seu regulamento em defesa dos profissionais e da manutenção do estado de direito. Ele afirmou ainda que espera que a situação da entidade melhore com uma nova gestão.
Mais uma vez questionou o fato de ter sido escolhido um interventor de fora - Roberto Busato - do Estado do Pará, que tem 18 mil advogados. O advogado Henrique Salma, que acompanhou o protesto de Santiago, disse que “o ato cumpriu com o objetivo de mostrar a insatisfação dos advogados com essa situação”. (Diário do Pará)
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