“Todo ano é essa mesma história. As pessoas comem centenas de alimentos, adoecem e põem a culpa no açaí”. A afirmação é de Jamina Pantoja, que há 30 anos trabalha na coleta do fruto e garante: nunca ficou doente por causa dele. “Minha filha e meu esposo só almoçam e jantam se tiver açaí e nenhum dos meus vizinhos pegou o mal de Chagas. Por isso, tenho certeza que aqui não tem nada de errado. Utilizamos água potável, limpamos todos os objetos usados. Tanto que temos nossos compradores fiéis há anos. Se tivesse contaminado nós seríamos os primeiros a adoecer”, comentou.
Jamina é uma dos milhares de habitantes que vivem nas ilhas que circundam a cidade de Belém, onde longas palmeiras de açaí se espalham entre residências e comunidades. São esses espaços ribeirinhos que respondem pela maior parte do abastecimento do açaí no município. Moradora da comunidade Beira Rio, na ilha do Combu, situada na margem esquerda do rio Guamá com área aproximada de 15 mil km², ela descarta a hipótese de que a contaminação do açaí ocorra no manejo da colheita. “A gente já deposita direto no paneiro, tira os frutos verdes e secos, fecha e comercializa no mesmo dia”, explica.
Para comprovar que o açaí feito na casa dela é de qualidade, Jamina fez questão de reproduzir o processo. Pegou um recipiente cheio do fruto, escaldou na água quente, depois na fria, trocou de recipiente, lavou novamente e colocou-o na máquina. Depois serviu aos visitantes. Leia mais no Diário do Pará.
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