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Leptospirose: riscos aumentam com período chuvoso

Até outubro deste ano já foram registrados 49 casos de leptospirose, com seis mortes, o mesmo número de ocorrências registradas em todo o ano de 2010. O risco maior é no período chuvoso. Segundo a dona de casa Eloísa Vinagre, a rua onde mora sempre enche

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Até outubro deste ano já foram registrados 49 casos de leptospirose, com seis mortes, o mesmo número de ocorrências registradas em todo o ano de 2010. O risco maior é no período chuvoso. Segundo a dona de casa Eloísa Vinagre, a rua onde mora sempre enche quando chove, inclusive um de seus netos já contraiu a doença. “Foi um sufoco porque ele ficou muito debilitado e tudo porque foi brincar de bola na chuva. Aqui na rua ele não foi o único, vários meninos daqui já tiveram também”, explica Eloísa, que mora na Alcindo Cacela próximo à Estada Nova, no Guamá.

A leptospirose é transmitida através da água e de alimentos contaminados por uma bactéria contida na urina de ratos. Os alimentos contaminados não são próprios para o consumo. Mesmo lavando as frutas ou cozinhando a carne a bactéria ainda vai estar no alimento. Em relação aos animais domésticos, o cuidado também deve ser redobrado, pois eles podem contrair a bactéria e transmitir ao homem.

Regina Terezino, diretora do Centro de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de Belém, diz que a prevenção está ligada à higiene. “Não se pode acumular lixo. Em feiras, mercados, quintais e ruas essa limpeza é fundamental principalmente para as comunidades que moram próximas às valas e esgotos”. Segundo Terezino, todos os anos o CCZ atua em locais sempre antes do período de chuvas. “Como ações de prevenção fazemos a desratização de canais e esgotos, além de escolas, feiras, creches, mercados e vilas públicas”.

Como forma de prevenção, a Universidade Estadual do Pará (Uepa) executa o projeto “Fatores de risco ambientais que favorecem a ocorrência de leptospirose”. “O objetivo do projeto é atingir vários bairros da cidade. No ano de 2010 o projeto estava sendo aplicado no bairro do Tapanã. Neste ano estamos atuando no complexo do Jurunas”, afirma a professora Elizete Matos. O objetivo é orientar, prevenir e informar a população sobre os riscos dessa doença.

Ainda segundo Matos, os sintomas são muitos similares aos da dengue, por isso é necessário informar ao médico as últimas atividades que podem ser consideradas de risco. “A pessoa que estiver contaminada com a bactéria deve se dirigir ao posto de saúde mais próximo e relatar todos ao passos que tomou até sentir os sintomas”. (Diário do Pará)

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