Aconteceu ontem a segunda audiência pública para debater o destino dos portos da orla de Belém, a partir do projeto do Portal da Amazônia, especialmente do Porto do Açaí, que especula-se seria desativado com o projeto.
Estiveram presentes representantes da prefeitura de Belém, Secretaria Estadual de Saúde, Ministério Público do Estado e Associação de Batedores de Açaí, na reunião presidida pelo vereador Adalberto Aguiar (PT), que solicitou a audiência.
Técnico da Secretaria Municipal de Saneamento e Urbanismo, Fabiano Coutinho Jorge confirmou que o Porto do Açaí não foi atingido ainda porque a primeira etapa do Portal da Amazônia parou por falta de verba. “Mas a definição será na segunda etapa da construção. Até então, vamos discutir e a revitalização do Porto do Açaí”, explicou.
Para Luiz Carlos das Dores, diretor geral da Secretaria Municipal de Economia, o destino do porto vem para a melhoria. “A intenção é uma solução definitiva, não paliativa. Queremos modernizar, conceder boa qualidade de trabalho. Queremos encontrar condições que não excluam ninguém”.
Já o Ministério Público defendeu a integração dos portos em um único local de trabalho. “A cadeia produtiva do açaí deve ser observada com cuidado. Tanto na saúde, quanto na venda do açaí, devem atender a condições especiais”, enfatizou o promotor do Direito do Consumidor Marco Aurélio Nascimento. Vendedora de açaí há 15 anos, Maria Souza estava ansiosa pela solução. “Minha família vive da venda do açaí.”
A melhora das condições de produção do açaí para evitar a doença de chagas também esteve em debate. (Diário do Pará)
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