Edmar Wagner Travassos Dantas, 31, desaparecido desde 2008, foi encontrado na manhã deste sábado (5), na avenida Cipriano Santos, esquina com a 1ª de Queluz, ao lado do Terminal Rodoviário, no bairro de São Braz. Ele foi localizado pela irmã, Jamili Travassos Dantas, às 7h.
Jamili passava por acaso pelo local, quando avistou o irmão deitado no chão, rodeado por sacolas velhas, cheias de garrafa pet e latas de bebidas. Ele contou que vendia o material para conseguir dinheiro para comer. Wagner é portador de deficiência mental.
Após identificar o irmão, Jamili entrou em contato com a mãe, Waldete Maria Travassos Dantas, 54, para removê-lo do local. No entanto, as duas se depararam com um problema: Wagner concordou em voltar para casa, mas se recusava ou não tinha forças para levantar do chão, mesmo depois de comer um lanche dado pela família.
Mãe e filha iniciaram uma busca por apoio para levar o homem para casa, localizada no residencial Cabano, no bairro do Tapanã. Dona Waldete chamou uma viatura da polícia, que passou pelo local. Os policiais teriam dito para ela que acionariam o 192 ou o Corpo de Bombeiros para levar Wagner para o hospital, mas até o meio-dia, quando a equipe do Diário do Pará chegou ao local, o filho dela ainda estava deitado no chão debaixo de um sol escaldante.
A equipe voltou acionar os Bombeiros, que ficaram de fazer o resgate, mas até as 14h não compareceram ao local. “Eles põem a maior dificuldade”, reclamou dona Waldete. Nem os motoristas de táxi se dispuseram a levá-lo para casa, alegando que poderiam perder o dia por causa do odor de urina de Wagner.
Por volta das 15h, a família conseguiu localizar um taxista que ajudou remover Wagner do local. Ele já está em casa. "Agora estou aliviada", disse dona Waldete à reportagem do DOL.
A DOENÇA
Wagner começou a apresentar distúrbios psicológicos depois que entrou na fase adulta. Ele falava sozinho e chegou a ser medicado no Hospital de Clínicas, mas a família achava que os remédios pioravam a situação dele e interrompeu o tratamento. Segundo dona Waldete, Wagner tem outros dois irmãos com o mesmo problema. Um deles está frequentando uma igreja evangélica, onde, segundo a mãe, está alcançando melhoras.
(DOL, com informações do repórter Raimundo Sena/Diário do Pará)
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