Atualizada às 11h10
Mais de mil professores da rede pública estadual estão reunidos, nesta manhã (07), no Centro Social de Nazaré, para a realização de uma assembleia com integrantes do Sindicato dos Professores em Educação Pública do Pará (Sintepp). Além dos docentes da capital, a assembleia de hoje conta com caravanas vindas de diversos municípios do interior do Estado. A reunião deve decidir o destino da greve da categoria que já se estende por quase um mês e meio.
A assessoria jurídica do sindicato está explicando, neste momento, os detalhes da sentença do juiz Elder Lisboa Ferreira, titular da 1º Vara de Fazenda da Capital, que determinou, na última sexta-feira (4), o retorno imediato da categoria ao trabalho, o Sintepp informou que a nova assessoria jurídica do sindicado vai recorrer da sentença e está entrando com um recurso para reverter a pena de multa diária de R$ 25 mil, estabelecida no caso de continuidade da greve.
De acordo com a diretora geral do Sintepp, Conceição Holanda, o sindicato vai defender a permanência do estado de greve em todo o Estado até que o Governo decida pagar o piso nacional.
Após a assembleia, os professores devem fechar a avenida Nazaré, em Belém, para realizar um ato público anunciando a decisão da categoria.
DECISÃO JUDICIAL
Segundo a decisão do juiz, o governo do Estado não descontará os dias parados e pagará o valor do piso nacional dos professores em até 12 meses, a contar de 1º de janeiro de 2012. Contudo, a decisão não agradou aos professores, que questionam o valor do reajuste salarial.
O secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro, afirma que a decisão da Justiça será cumprida em tudo o que determina. "O Estado vai cumprir a sentença. Vamos, agora, discutir um prazo para a reposição das aulas, levando em consideração o mínimo de 200 dias letivos anuais estabelecidos pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases)”, afirmou o secretário.
A sentença também determina que o Sintepp terá 10 dias para elaborar um calendário de reposição das aulas perdidas durante a greve. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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