Há 18 anos, Regina Monteiro ocupa um dos boxes do Centro Comercial 8 de Maio, em Icoaraci, distrito de Belém. Nesse tempo todo só diz ter visto a prefeitura visitar o local em duas ocasiões: a primeira há cerca de 10 anos atrás, durante a única reforma pelo qual o local passou. A outra foi na sexta-feira passada (4), quando foi intimada pela Agência Distrital para que desocupasse o espaço.
“Fui pega de surpresa. Veio a prefeitura acompanhada da Polícia Militar armada para avisar que a gente tinha que sair daqui. Eu construí esse espaço aqui, investi dinheiro na loja, trabalho honestamente. Por que agora eles estão me tratando como bandida?”, indaga a vendedora, que é proprietária de uma loja de confecções no local.
Segundo um laudo emitido no dia 20 de setembro pelo Centro de Perícia Científica Renato Chaves, a estrutura metálica do galpão que abriga a feira apresenta “risco de ruir”. Os comerciantes teriam 72 horas para sair do prédio. O prazo expira amanhã. Hoje, às 11h, acontece no Ministério Público de Icoaraci uma reunião entre a agência distrital e a promotora Silvia Branche para discutir a desocupação do local.
O laudo atesta que a estrutura metálica que sustenta o telhado está totalmente comprometida por causa da ferrugem. Além disso, a instalação elétrica não obedece as normas vigentes e está propícia a curto-circuito e a limpeza precária, segundo a avaliação do perito. Leia mais no Diário do Pará.
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