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Morgado nega conflito de interesse com PMB

O vereador Gervásio Morgado reiterou ontem, em entrevista ao DIÁRIO, que não considera haver conflito de interesse entre ele e a prefeitura de Belém. Matéria publicada no último domingo neste jornal revelou que uma empresa dos filhos do vereador tem negó

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O vereador Gervásio Morgado reiterou ontem, em entrevista ao DIÁRIO, que não considera haver conflito de interesse entre ele e a prefeitura de Belém.

Matéria publicada no último domingo neste jornal revelou que uma empresa dos filhos do vereador tem negócios com a Prefeitura de Belém. A GN Morgado Comércio de Livros e Cursos Ltda. aluga um prédio que é ocupado pela Secretaria de Economia (Secon). O contrato tem valor anual de R$ 275.865,84, o que dá um aluguel mensal de R$ 22. 988,82.

“Que conflito de interesse? Me sinto à vontade para fiscalizar o prefeito”, disse o vereador, afirmando que a proibição de que vereadores tenham negócios com o órgãos públicos não se estende aos filhos. A lei não permite que eu alugue, mas eu não respondo pelo que meus filhos, maiores de idade, fazem. Meu filho tem 21 anos e minha filha, 41 anos. O prédio é deles. Não tenho nada a ver”.

CONTRATO

O primeiro contrato entre a Secon e a GN Morgado foi fechado no dia 3 de maio de 2010, no valor de R$ 242 mil, para uma vigência de um ano e houve uma espécie de renovação neste ano. Nos dois contratos, o município optou pela modalidade “dispensa de licitação”.

O vereador diz que antes de alugar o imóvel para o município, a sala foi ocupada por uma secretaria de Estado, durante o governo de Ana Júlia Carepa. “Lá funcionava um curso e o terceiro andar foi alugado para a secretaria de comércio do governo da Ana Júlia e só num andar, o Estado pagava R$ 7 mil. Está lá tudo declarado direitinho. Eu tenho alguma coisa com o Estado? Com Ana Júlia? Com o PT? Sou o maior crítico do PT, mas eles alugaram. Qual a conivência?”.

Morgado conta que o prédio era dos filhos e a pedido deles entrou na sociedade da empresa, mas saiu por recomendação do advogado da família. “Ele disse: ‘é melhor sair porque você é político’. Aí eu sai, a empresa não deu certo e aí alugaram”.

A empresa foi criada em 2008 e tinha como sócios o vereador e a filha dele, Marta Nicole Rendeiro Morgado. Em fevereiro deste ano, houve mudança societária. O vereador saiu e entrou o filho dele, Gervársio Rodrigues Morgado.

A jornalista Franssinete Florezano esclarece que a ação movida contra ela pelo vereador não se refere à divulgação do aluguel do imóvel. É anterior. Florezano divulgou que numa audiência na Câmara Municipal de Belém para discutir o caso do Real Class, prédio que desabou no início deste ano, Morgado teria dito “quem não mandou estudar”, referindo-se aos operários mortos. O vereador nega e por isso entrou com ação. A jornalista diz ter testemunhas. (Diário do Pará)

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