O acúmulo de lixo em transporte coletivo é comum em Belém. Poeira, embalagem de balas e até materiais plásticos podem ser encontrados no interior dos ônibus da capital paraense. Um projeto de lei protocolado hoje (9), na Câmara Municipal de Belém, quer obrigar as empresas concessionárias e permissionárias do transporte coletivo urbano na cidade a instalar lixeiras internas em todos os veículos de sua frota. A proposta,do vereador Abel Loureiro (DEM), se aprovada vai forçar as empresas a combaterem a poluição causada pela falta deste acessório.
“O problema do lixo nas ruas de Belém é uma realidade que se agrava, principalmente, com as fortes chuvas e o aumento considerável do índice pluviométrico na região. Belém costuma sofrer com pequenos alagamentos em vários trechos da cidade. O acúmulo de lixo potencializa o efeito das chuvas e ocasiona verdadeiros desastres na cidade”, declara Abel Loureiro.
O vereador enfatiza no projeto que é notória a inexistência de lixeiras públicas suficientes para suprir a demanda da produção de lixo da cidade e que grande parte da população de Belém se desloca utilizando o transporte público como ônibus e micro-ônibus. “Esses meios de transporte não dispõem de lixeiras para que o usuário possa utilizar a despejar o lixo que, por ventura, venha a transportar”.
De acordo com a proposição, todos os ônibus disponibilizarão ao usuário duas lixeiras, e cada micro-ônibus uma lixeira, podendo ser adotada quantidade maior. As lixeiras deverão ser instaladas em locais próximos às portas de saída e de entrada de cada veículo; confeccionadas em material não tóxico; adotar um modelo, tamanho e formato anatômico, para coibir qualquer dano físico aos passageiros; e conter mensagens de caráter instrutivo, educativo e de conscientização aos passageiros em relação à proibição de jogar lixo pelas janelas e interior dos ônibus. (DOL com informações de assessoria)
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