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Sespa esclarece sobre serviços de hemodiálise

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) esclarece que todos os hospitais deveriam ter disponíveis máquinas de hemodiálise para atender aos pacientes internados, sejam renais crônicos vítimas de alguma intercorrência, pacientes que apresentam insuf

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) esclarece que todos os hospitais deveriam ter disponíveis máquinas de hemodiálise para atender aos pacientes internados, sejam renais crônicos vítimas de alguma intercorrência, pacientes que apresentam insuficiência renal aguda ou que acabaram de se tornar renais crônicos.

Como a maioria não dispõe desses equipamentos, sempre há necessidade de o paciente ser transferido para outro hospital, como o Hospital Ophir Loyola e o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, mas nem sempre o leito é liberado a tempo, como aconteceu com uma paciente de 72 anos, que foi transferida do Hospital da Ordem Terceira para o Ophir Loyola, morrendo um dia após a transferência. Assim como muitos, ela tinha diabetes e hipertensão, os dois principais fatores de risco para a insuficiência renal crônica.

Segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, Hélio Franco, até o hoje, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) não colocou em funcionamento as seis máquinas de hemodiálise que existem no Hospital do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, na 14 de março. “Se aparecer um paciente com insuficiência renal aguda ou crônica, então, começará o corre-corre em busca de um leito para atendê-lo, quando, na verdade, ele poderia ser atendido no próprio HPSM”, diz.

Outro hospital que dispõe de máquinas e não as instala é o Hospital Universitário João de Barros Barreto, de onde recentemente uma menina de 2 anos de idade, internada na unidade de terapia intensiva (UTI), precisou ser transferida para a Santa Casa. Os serviços de hemodiálise inaugurados recentemente pelo governo do Estado, assim como outros já existentes, tem caráter ambulatorial, ou seja, são destinados aos pacientes já diagnosticados como renais crônicos e não a pacientes internados.

Hélio Franco garante que os serviços disponíveis no Estado são suficientes, no momento, para atender à demanda, mas podem se tornar insuficientes, novamente, se não houver controle das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão na atenção primária de saúde. “Por falta de cuidado, sempre haverá alguém se tornando renal crônico, precisando de máquina”, conclui.

Para o secretário de Saúde, a população também pode contribuir para que a situação melhore. “Basta adotar hábitos saudáveis e controlar as doenças se já for hipertenso ou diabético”, aconselha. O governo do Estado não tem medido esforços para ampliar os serviços de hemodiálise no Estado. De janeiro até maio deste ano, o Pará tinha disponíveis 227 máquinas de hemodiálise, 1.674 pacientes em tratamento e 278 na lista de espera, ou seja, um total de 1.952 pacientes necessitando de tratamento.

(Agência Pará)

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