O Ministério Publico do Estado do Pará (MPE), em parceria com Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e Programa de Orientação e Proteção ao Direito do Consumidor (Procon), realizou na manhã de ontem, o seminário “Alimento Seguro e Saudável”. O objetivo é conscientizar a sociedade em geral para os riscos de contaminação de alimentos e garantir a segurança alimentar e da saúde pública.
Durante o seminário, alusivo às comemorações pelo Dia Mundial da Alimentação, que acontece na próxima quarta-feira (16), foram debatidos dois temas principais: “A cadeia do açaí: aspectos da segurança alimentar e nutricional” e “A importância da manutenção da cadeia do frio na industrialização e comercialização da carne”.
Marivaldo Ferreira, presidente da Associação dos Batedores de Açaí, contou que durante os debates foi relatado que a categoria dos açougueiros avançou pouco na adequação de seus espaços para a venda de carne. “O promotor (de justiça de defesa do consumidor) Marco Aurélio Lima do Nascimento disse que vai continuar com as ações e dando prazo para eles se adequarem”.
Durante o seminário, foi anunciado a criação de uma “Força Tarefa” por parte do Governo do Estado, que terá como objetivo qualificar e treinar os vendedores de açaí. Sespa, Emater, Adepará e Seduc serão algumas das categorias envolvidas nessa ação. “O que não pode é faltar o açaí no prato do paraense”, comentou Marivaldo.
CRÉDITO
Segundo Marivaldo, o MPE vai continuar, em parceria com a Vigilância Sanitária, a notificar os pontos de venda de açaí inadequados ou em condições precárias. Mas as autoridades e bancos começam a estudar a possibilidade de criar linhas de crédito para os pequenos comerciantes, sejam vendedores de açaí ou açougues.
“Muitos não têm condições de adequar os estabelecimentos. Alguns que têm a consciência pela saúde do consumidor, no caso dos batedores de açaí, a gente vêm se adequando há seis anos”.
Marivaldo comentou ainda que a venda em pontos de açaí despencaram e que o faturamento da categoria para este ano chegará apenas a 50% do que era previsto. “Na questão da doença de Chagas, toda a culpa caiu sobre o pessoal do açaí. As vendas despencaram. As indústrias estão comprando (a produção) nas feiras e muito. Os produtores estão vendendo barato, mas estão vendendo. Mas para os artesanais as vendas para este ano caíram demais”, lamentou.
Sobre as ações do Ministério Público, Marivaldo diz que apoia a ação do promotor Marco Aurélio, um dos coordenadores do seminário. “É bom para o consumidor, para nós e para todo mundo”.
(Diário do Pará)
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