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Caminhada marca a luta nacional contra a AIDS

Ativistas de organizações não-governamentais que militam em defesa das pessoas que vivem com HIV e AIDS realizaram uma caminhada de visibilidade da luta, na manhã deste domingo (13) em Belém. A caminhada saiu da Escadinha do Cais do Porto em direção à Pra

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Ativistas de organizações não-governamentais que militam em defesa das pessoas que vivem com HIV e AIDS realizaram uma caminhada de visibilidade da luta, na manhã deste domingo (13) em Belém. A caminhada saiu da Escadinha do Cais do Porto em direção à Praça da República. O ato público faz parte da programação do XVI Encontro Nacional de ONGS/AIDS (XVI Enong), que reúne militantes dos 27 estados brasileiros desde a sexta-feira, 11, no Hilton Hotel.

Artistas circenses e a bateria da escola de samba Rancho não posso me Amofiná deram o tom da alegria da manifestação, que foi pacífico e alegre. A adversidade marcou a caminhada, com representantes LGBT, HSH, travestis, profissionais do sexo, feministas, lésbicas, afro-religiosos e indígenas, entre outros.

Jorge Beloque, do Grupo de Incentivo à Vacina (GIV), de São Paulo, alertou que a AIDS continua avançando na sociedade: “São 35 mil novos casos e 11 mil mortes por AIDS no Brasil a cada ano. E o governo federal reduz cada vez mais os recursos para prevenção, tratamento e pesquisa”. Ele, que vive com AIDS há 20 anos, defendeu a aprovação da Emenda Constitucional 29, no Senado, que garantirá mais recursos para a saúde no país.

“O HIV não escolhe sexo, cor e condição social”, ressaltou Léo Mendes, coordenador da Rede Nacional de Pessoas que Vivem com AIDS (RNP) de Goiás. Ele também é portador da doença e mantém um casamento oficial homoafetivo – o primeiro do Brasil – com Odílio Torres, numa relação “sorodiscordante”, já que Odílio não possui a doença.

Os ativistas também defenderam um Sistema Único de Saúde (SUS) igualitário, sem racismo e homofobia. José Marcos de Oliveira, do Conselho Nacional de Saúde e da RNP, reclamou que a sociedade tem sofrido com gestores descomprometidos com o enfrentamento da doença e com a usurpação de direitos da seguridade social.
“Belém é a capital brasileira do ativismo de AIDS, da discussão da política de prevenção e da reivindicação de direitos”, comemorou um dos coordenadores políticos do XVI Enong, Ernandes Costa. É a primeira vez que o encontro, que acontece a cada dois anos no Brasil, é realizado na região Norte.

Ernandes aproveitou a oportunidade para afirmar que as ONGs/AIDS desenvolvem um trabalho sério no Brasil pela luta de direitos e assistência, não devendo ser confundidas com as “ONGs inescrupulosas” envolvidas no desvio de recursos públicos federais. O XVI Enong termina amanhã (14/11) com a plenária final, na qual o movimento tomará deliberações nacionais e elegerá os seus três novos representantes ao Conselho Nacional de Saúde. (Com informações de assessoria)



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