Buscando garantir mais segurança e transparência ao processo de votação durante o plebiscito do Pará, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, no início da noite da última quinta-feira (10), a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais para a consulta popular. Aberta ao público, que pôde acompanhar todos os procedimentos, a cerimônia foi encerrada com o armazenamento, na sala-cofre do TSE, dos programas eleitorais já assinados eletronicamente e lacrados fisicamente.
Pouco antes da cerimônia, em entrevista concedida à imprensa, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, explicou que este é um procedimento tradicional que ocorre antes das eleições e, no caso, antes do plebiscito, para mostrar que os softwares que serão utilizados na consulta popular são autenticados pelo Tribunal. “Este é mais um dos vários procedimentos de segurança que a Justiça Eleitoral adota no processo eleitoral”.
SISTEMAS
Após passarem pelos processos de instalação e compilação - que transforma os códigos-fonte em arquivos executáveis -, os sistemas eleitorais que serão utilizados no plebiscito foram gravados em mídias não-regraváveis e, depois, receberam as assinaturas digitais do ministro Ricardo Lewandowski, do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e do secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal, Giuseppe Janino. Em seguida, os DVDs foram assinados fisicamente pelo ministro Lewandowski, pelo procurador-geral, pela ministra substituta da Corte, Luciana Lóssio, e pelo secretário de TI, que também assinaram os lacres físicos das mídias.
Os lacres ainda receberam as assinaturas do representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) presente à cerimônia e dos representantes da “Frente Não Carajás”, liderada pelo deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), e da “Frente Sim Tapajós”, cujo presidente é o deputado Lira Maia (DEM-PA). (Diário do Pará, Com informações do TSE)
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