Banheiros quebrados, lâmpadas queimadas, salas sem ventilação, despensas vaias, sofás rasgados e um alvará de funcionamento vencido desde 2008. Essa é a situação da Casa AD (Álcool e Drogas), no bairro do Marco, em Belém. Segundo Ester Souza, funcionária do local, desde sua inauguração, em 2003, o espaço não passou por nenhuma reforma. “A gente está só perdendo as coisas aqui”, diz .
A fim de pressionar a gestão municipal pelo abandono, funcionários, usuários e familiares realizam hoje às 10h, uma assembleia para decidir sobre a paralisação dos serviços. “Já interrompemos o atendimento integral, no qual o usuário passa o dia inteiro aqui, porque não temos nem água para oferecer”, denuncia. Além disso, a recomendação federal de que as casas de assistência a dependentes químicos funcionassem 24h nem chega a ser cogitada. “Hoje só atendemos em horário comercial, de segunda a sexta-feira. Ou seja, quando nosso usuário mais precisa não estamos disponíveis. Não há condições de expandir o serviço”, relata.
Ester conta ainda que a Secretaria Municipal de Saúde está a par da situação e chegou a visitar o local algumas vezes. Entretanto, nada foi feito. “Os problemas são antigos. Há três anos enviamos um documento ao Ministério Público, mas também não tivemos resposta”, conta.
Na prestação de contas que a Sesma realizou no dia 26 de setembro, não foram informados onde foram aplicados os recursos aprovados e liberados pelo Ministério da Saúde à Casa AD, como R$ 1 milhão destinados à implantação de um programa nacional chamado “Consultórios de Rua”; R$ 100 mil para reforma do prédio, e R$ 48 mil para compra de equipamentos. Leia mais no Diário do Pará.
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