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Saúde: descaso é o pior inimigo dos homens

Números do Ministério da Saúde de 2005 mostram que, do total de mortes na faixa etária de 20 a 59 anos, 68% foram de homens. Ou seja, a cada três adultos que morrem no Brasil, dois são homens, aproximadamente. Se reduzimos para a faixa entre 20 e 30 a

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Números do Ministério da Saúde de 2005 mostram que, do total de mortes na faixa etária de 20 a 59 anos, 68% foram de homens. Ou seja, a cada três adultos que morrem no Brasil, dois são homens, aproximadamente. Se reduzimos para a faixa entre 20 e 30 anos, a cada 5 mortes, 4 são homens.

O levantamento demonstra que algumas das principais causas de morte na população masculina são doenças cardiovasculares e cerebrais, além da violência. Eles vivem, em média, sete anos menos que as mulheres.

Em contrapartida, os homens procuram menos atendimento médico em comparação às mulheres. Uma pesquisa, divulgada em 2008, pelo Ministério da Saúde, feita com 250 especialistas ligados a sociedades médicas brasileiras e conselhos de saúde, mostrou que a maioria da população masculina só vai ao hospital ou posto de saúde quando já está doente.

A meta do governo agora é que os 2,5 milhões de homens na faixa etária de 20 a 59 anos procurem o serviço de saúde ao menos uma vez por ano. As estratégias para adotar a política pública serão discutidas durante o 2º Seminário de Saúde do Homem, que acontece hoje, a partir das 8 horas, no auditório do Hospital das Clínicas Gaspar Vianna, em Belém.

Voltados para médicos, agentes de saúde, acadêmicos e universitários, a programação é uma realização da Coordenação Estadual de Saúde do Homem, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

“Nós queremos incentivar os municípios a adotar em suas políticas o cuidado ao homem. Esse é um conceito muito novo. Já existem políticas consolidadas há anos voltadas para a mulher, para a gestante, para a criança. Para o homem, nós temos alguns obstáculos culturais a superar. Por preconceito e negligência, nós não temos cuidado da saúde como deveríamos”, analisa Marcelo Dias, coordenador da Saúde do Homem.

Veja o caso do câncer de próstata. De acordo com os números do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é a segunda maior causa de óbitos entre pacientes do sexo masculino, vindo atrás apenas do câncer de pulmão. Os dados de 2010 apontam 13 óbitos a cada cem mil habitantes.

O diagnóstico através do toque retal seria o principal empecilho para diminuir o número de mortes. “O exame de toque é só uma das formas de diagnósticos. Ainda existe o PSA que é feito através do sangue. Mas os homens têm esse tabu em mente e evitam o preventivo”, explica Marcelo.

Tentando mudar essa mentalidade, em agosto de 2009, foi criada a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. As prefeituras que aderem à política recebem repasse federal de R$ 75 mil para implantar projetos. Atualmente, o Pará tem três municípios dentro do programa: Belém, Ananindeua e Santarém. A previsão é que até o começo do ano que vem, sejam incluídos Altamira e Marabá, avisa o coordenador.

SERVIÇO

II Seminário de Saúde do Homem, com o tema “Homem que se cuida vive mais!”, hoje, a partir das 8h, no auditório do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (Trav. Alferes Costa S/N entre Visconde de Inhaúma e Marquês de Herval). Entrada franca.

PROGRAMAÇÃO

8h Abertura
9h Apresentação da Fundação Carlos Gomes
9h30 “Atenção primária e a saúde do homem”, com Jane Neves
10h10 “Saúde Masculina”, com o urologista Ricardo Tuma.
11h10 “Oncologia na saúde do homem”, com o oncologista Antenor Madeira
11h50 Teatro de fantoches com Viviana Quaresma
14h “A vida do homem e o tabaco”, com a assistente social Raquel dos Anjos
14h40 “Saúde do homem”, com o médico Roberto Falcón
15h20 “Alimentação como fator de proteção à saúde do homem”, com a nutricionista Elenilma Barros da Silva
16h20 “As conseqüências da hipertensão e diabetes na vida sexual masculina”, com a médica Teresa Guidão
17h “Gênero e drogadição”, com a psicóloga Marilda Couto

(Diário do Pará)

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