Os professores da rede estadual que estavam concentrados na Praça Santuário - Can, na manhã de hoje (16), saíram em caminhada e invadiram a sede do prédio da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Estado (Sepof), localizada na avenida Doca Souza Franco (Doca).
A Polícia Militar e uma equipe do Batalhão de Choque estão no local. Metade de uma das pistas da Doca está interditada.
A Sepof é responsável por fazer o orçamento do Estado e, de acordo com os professores, no último orçamento feito pela secretaria, o novo piso salarial da categoria não foi incluído.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), cerca de 700 pessoas participam da ocupação. O plano inicial da categoria era tentar uma audiência com o secretário especial de Estado de Promoção Social, Nilson Ponto, mas eles foram avisados que não seriam recebidos por ele, então, resolveram mudar o foco e tentar uma negociação com o representante da Sepof, Sérgio Bacuri.
Em nota, O Governo do Estado reitera sua posição de cumprimento da ordem judicial do juiz Élder Lisboa, que determinou a ilegalidade da greve, e confirma que só voltará a negociar com os grevistas após o retorno às salas de aula. O governo também lembra que já antecipou 30% do piso salarial ncional e que o restante deverá ser pago em doze parcelas a partir de janeiro do próximo ano, como determina a ordem judicial sobre o assunto. O acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF), embora reconheça o piso nacional, não determina seu cumprimento imediato.
A nota também diz que a mudança de planos dos manifestantes não alterou a postura do governo, de voltar a negociar somente quando os professores voltarem para a sala de aula, já que o Sintepp foi recebido para negociar em todas as solicitações feitas. O tumulto durante a ocupação da Sepof causou nervosismo entre os funcionários, que evacuaram o prédio conforme solicitado pelo secretário especial de Promoção Social, Nilson Pinto. Ele também deixou o local.
Por volta das 12h30, o prédio foi entregue aos manifestantes, que continuam a ocupá-lo. Um grupamento policial foi mantido no local para salvaguardar a integridade do patrimônio público.
>> Atualizada às 17h52
>> Em greve, professores realizam mais um ato público
(DOL)
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