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Defensores da divisão têm pendências com a Justiça

O ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), autor do projeto sobre a criação de Carajás, e o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), também defensor da divisão do Pará, possuem acusações graves em seu currículo político. Quintanilha é acusado de crimes como

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O ex-senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), autor do projeto sobre a criação de Carajás, e o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), também defensor da divisão do Pará, possuem acusações graves em seu currículo político. Quintanilha é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, enquanto Cavalcanti tornou-se réu por invadir 2.811 hectares de terras públicas nas cercanias de Boa Vista (RR).

Em julho de 2007, Leomar Quintanilha, na época recém-eleito presidente do Conselho de Ética, foi alvo de inquérito do STF por corrupção, lavagem de dinheiro e por integrar uma quadrilha desmantelada pela Polícia Federal e o Ministério Público em 2002, que fraudava licitações e desviava recursos públicos destinados a obras no Tocantins. O senador negou a acusação. As informações foram publicadas pela Agência Estado. Na época, o Conselho de Ética cuidava do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista.

Confira na íntegra o inquérito do STF contra Leomar Quintanilha

A investigação policial encontrou 14 cheques no valor de R$ 283.200 em favor de um irmão e um assessor do ex-senador Leomar Quintanilha, depositados por uma empreiteira beneficiária de obras com recursos de emendas apresentadas por ele. A quadrilha, conforme a denúncia que corria em segredo de justiça no STF, envolvia 61 pessoas.

Além de fraudar licitações, superfaturar obras e às vezes sequer construí-las, as empreiteiras repassavam parte do dinheiro a familiares e assessores de parlamentares que destinavam recursos aos esquemas. A contabilidade da propina, chamada pelos investigadores de "balancete da corrupção", foi encontrada pela PF no escritório da empreiteira Mendes & Facchini, espécie de bunker da quadrilha. Em entrevista dada ao jornal O Globo, em 2009, Quintanilha afirmou que os inquéritos do STF eram um "carma" em sua vida.

INVASÃO DE TERRAS

Em março de 2011, Mozarildo Cavalcanti tornou-se réu em ação de imissão de posse movida pelo governo estadual de Roraima por invadir 2.811 hectares de terras públicas nas cercanias de Boa Vista (RR). Segundo pedido de tutela antecipada, apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado, o senador apropriou-se de um terreno que o governo de Roraima destinou ao assentamento de agricultores. As informações são do Estadão.

Mozarildo alegou que já possuía 1.700 hectares de terras ao lado da área invadida. Mas o Estado de Roraima o acusou de incorporar à sua propriedade mais 2.811 hectares, sem o consentimento prévio do Instituto de Terras de Roraima (Iteraima).

Essa não foi a primeira acusação contra o Senador. Segundo o Ministério Público Federal, Mozarildo teria usado um assessor de seu gabinete para transportar em uma kombi particular produtos importados comprados na Zona Franca de Manaus. O episódio aconteceu em abril de 2006. Mozarildo negou a acusação de contrabando, mas admitiu que o assessor, pago pelo Senado, fazia um serviço de caráter particular.

Em matéria publicada pela Agência Senado, em outubro, Mozarildo disse que defende "de maneira muito tranquila e aberta" a redivisão territorial não só do Pará, mas também do Amazonas e do Mato Grosso, pois totalizam mais de 50% do território brasileiro. O senador afirmou, ainda, que não é possível pensar que desigualdades regionais podem ser eliminadas tendo "estados-latifúndios" com a capital distante das outras cidades. (DOL)

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