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Modelos de desenvolvimento sustentável em debate

Concordância na adoção de um modelo de política de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Esse foi o tom da abertura do II Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, aberto nesta quarta (16) e que prossegue até quinta-feira (17), com o

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Concordância na adoção de um modelo de política de desenvolvimento sustentável para a Amazônia. Esse foi o tom da abertura do II Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal, aberto nesta quarta (16) e que prossegue até quinta-feira (17), com o objetivo de discutir propostas para a temática dos serviços ambientais e da economia verde a serem apresentadas no evento “A caminho da Rio+20; serviços ambientais e economia verde para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

A abertura do fórum aconteceu na tarde desta quarta-feira (16), no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, com a presença do governador Simão Jatene e de representantes estaduais, nacionais e internacionais do setor ambiental. Jatene presidiu a mesa de abertura e falou sobre a proposta do Pará nesse contexto.

“Quatro informações sintetizam bem o grande desafio amazônico. A primeira é que a Amazônia corresponde a 60% do território brasileiro, abriga 13% da população e gera menos de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e, o que é mais grave, é responsável por 50% dos gases do efeito estufa. Basta esses quatro indicadores para mostrar que esse não é um padrão de desenvolvimento que nos interessa. Se a eles agregamos os indicadores sociais que na Amazônia são muito precários, fica claro que é necessário rediscutir a questão. Na nossa avaliação o caminho para a solução é fortalecer os municípios, por isso criamos o programa Municípios Verdes”, disse o governador.

O evento, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com parceria da Agência de Cooperação Alemã (GIZ) e Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), tem o objetivo de alinhar a posição dos Estados da Amazônia Legal em relação à temática e gerar um documento comum que será levado para o Rio +20.

Simão Jatene disse que a questão da sustentabilidade tem que ser embutida na vida das pessoas, e não pela ação do autoritarismo e repressão. “É preciso criar estímulos para que o homem perceba que tratar a natureza de forma ambientalmente correta é sem dúvida a melhor forma para ele garantir a sua qualidade de vida. O programa Municípios Verdes veio com esse direcionamento”, reiterou.

Federalismo – A mensagem da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, trazida ao encontro pelo seu representante, o secretário executivo do ministério, Francisco Gaetani, foi clara: “O federalismo cooperativo é fundamental para o sucesso da Agenda de Desenvolvimento Ambiental e a Amazônia tem um lugar especial nessa agenda, pois o protagonismo do Brasil a nível global passa pela Amazônia”.

“Buscamos identificar as oportunidades de desenvolvimento com preservação ambiental a partir do uso sustentável dos ativos ambientais da região, numa perspectiva de uso integrado e qualificado do manejo sustentável, em que as riquezas com juízo de florestas tropicais, de recursos hídricos e de biodiversidade sejam explorados em beneficio da sociedade, mas sempre numa perspectiva de preservação e desenvolvimento sustentável”, continuou.

O Rio de Janeiro será sede, em junho de 2012, da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O evento, que acontecerá entre e 6 de junho, reunirá líderes do mundo todo para discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para se viver. Participarão do encontro líderes dos 193 Estados que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da organização.

A secretária de Meio Ambiente, Tereza Cativo, declarou que o fórum fortalece a voz da Amazônia no contexto nacional, além de ser o provedor de informações para que o Ministério do Meio Ambiente e a parte diplomática do governo que conduz as ações na Rio +20. “Com certeza nós, que vivemos aqui, nos Estados Amazônicos, sabemos melhor da nossa realidade, com muito mais propriedade, desenvoltura e com visão de necessidade que temos aqui e agora”, declarou.

(Secom)

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