A cada minuto cerca de seis brasileiros morrem vítimas do diabetes. O dado é da Sociedade Brasileira de Diabetes que chama a atenção para os cuidados que devem ser tomados para evitar a doença, uma das principais causas dos problemas cardiovasculares.
Atualmente, 11% da população brasileira possuem a doença, o que representa 21 milhões de diabéticos. Para alertar sobre os perigos desta doença que se tornou um dos principais males na saúde dos brasileiros, nesta semana foi celebrado o Dia Mundial de Controle e Prevenção do Diabetes (14 de novembro).
Em Barcarena, os empregados da Alumínio Brasileiro S.A. (Albras) recebem diversas orientações sobre o assunto durante a XV Semana do Coração Saudável, que termina hoje. No evento, a equipe multidisciplinar do programa Vida Saudável orienta como controlar e conviver com o diabetes, um distúrbio metabólico em que o corpo não fabrica ou não usa apropriadamente a insulina, produzido pelo pâncreas. A doença é diagnosticada a partir de testes que pesquisam a presença de açúcar na urina e no sangue.
ALIMENTAÇÃO
Na rotina do diabético a alimentação é um dos principais pontos. Tirar alguns produtos do cardápio e trocá-los por outros mais saudáveis faz parte da dieta recomendada pelos médicos, segundo a nutricionista do programa Vida Saudável da Albras, Josiane Mesquita. “Os diabéticos precisam ter uma dieta baseada em fibras e em carboidratos, como os cereais integrais, frutas, legumes”, explica a profissional.
Ou seja, nada de doces, gorduras trans e saturada e carboidratos simples. O sal também é outro vilão, porém, ele pode ser substituído por temperos naturais, como alho ou cebola. No entanto, para os paraenses diabéticos o desafio fica maior quando o assunto é tirar da mesa a famosa farinha. Mas, nem tudo está perdido, como explica a nutricionista Josiane. “A gente tenta trabalhar a questão da reeducação alimentar. Se o paciente tiver o controle da doença, ele pode tomar o açaí. Mas ao invés da farinha a gente recomenda usar a aveia. Quem tem diabete consegue viver normalmente, claro que com alguns cuidados”, comenta a nutricionista da fábrica de alumínio. (Diário do Pará)
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