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Sespa quer minimizar riscos de contaminação

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou nesta quinta-feira (17) informações sobre cuidados na cadeia produtiva do açaí. O evento teve como objetivo debater a cadeia produtiva do açaí e da carne bovina, dois alimentos amplamente consumido

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou nesta quinta-feira (17) informações sobre cuidados na cadeia produtiva do açaí.

O evento teve como objetivo debater a cadeia produtiva do açaí e da carne bovina, dois alimentos amplamente consumidos pela população paraense. A ideia é envolver a sociedade na busca de alternativas que minimizem os riscos de contaminação desses alimentos, garantindo a segurança alimentar que contribui para a preservação da saúde pública.

A Sespa destacou que o açaí é uma das principais fontes de subsistência e renda para boa parte da população da região amazônica. Atualmente, seu consumo se estende por várias regiões do Brasil e diversos países do mundo, alcançando bons preços no mercado, principalmente devido ao seu alto valor nutritivo, por isso é muito importante que sua produção esteja de acordo com as normas sanitárias.

O Programa Estadual de Qualidade do Açaí, desenvolvido pelo Departamento de Vigilância Sanitária (DVS) da Sespa, existente desde 2005, tem a finalidade de estabelecer procedimentos higiênico-sanitários para a manipulação e comercialização do açaí, assegurando a qualidade por meio de fiscalização, inspeção, monitoramento e educação continuada nos diversos segmentos da cadeia produtiva do açaí.

Dados do programa da DVS revelam que de 2005 até outubro de 2011 já foram cadastrados 4.114 estabelecimentos de venda de açaí, sendo 469 nos municípios da Região Metropolitana de Belém. A maioria, 137, se encontra em Belém. Os resultados de análises microbiológicas do açaí realizadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) nos anos de 2008, 2009 e 2010 também foram apresentados pela DVS durante o seminário.

Das 159 amostras analisadas em 2008, 137 tiveram resultado insatisfatório por estarem contaminadas por coliformes fecais, salmonellas e adulteradas com amido. Já em 2009, das 151 amostras avaliadas, 121 tiveram resultados insatisfatórios pelas mesmas razões. Já em 2010, foram feitas análises de 36 amostras de açaí fruto e 36 de açaí suco. O resultado produziu 12 amostras de fruto e 22 amostras de suco insatisfatórias, sendo que todas estavam contaminadas com coliformes fecais.

Para tentar mudar essa situação, a DVS tem atuado na capacitação dos batedores de açaí. Entre 2005 e 2010, 3.305 pessoas já passaram por treinamento. Este ano, a capacitação já atingiu 170 batedores, treinados em Altamira, Marabá, Abaetetuba e na ilha de Urubuoca, em Belém. (Diário do Pará)

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