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Aulas reiniciam nesta segunda-feira

Após 53 dias de paralisação, os professores da rede estadual de ensino decidiram pelo encerramento da greve e retornam as atividades a partir desta segunda-feira. Ontem, às 20h, encerrou o prazo dado pelo juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda Pública d

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Após 53 dias de paralisação, os professores da rede estadual de ensino decidiram pelo encerramento da greve e retornam as atividades a partir desta segunda-feira. Ontem, às 20h, encerrou o prazo dado pelo juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Belém, para que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) apresentasse o calendário de reposição de aulas à Justiça, depois que a greve foi considerada ilegal pelo magistrado. Caso isso não acontecesse, o juiz autorizaria o governo do Estado a descontar os salários dos docentes a partir daquela data. Com a interrupção da greve, os próprios professores estimam que o ano letivo de 2011 só deve ser concluído em abril de 2012.

Durante a coletiva de imprensa, os coordenadores do movimento informaram que pediram ao juiz a rescisão dos contratos dos 100 professores contratados pela Seduc na última quarta-feira. “Mesmo que o Estado contratasse cinco mil temporários, não conseguiria suprir as necessidades da educação”, informou Conceição Holanda, coordenadora geral do Sintepp.

Acompanhada de Mateus Ferreira, secretário-geral do Sintepp, Conceição declarou que o motivo para o fim do movimento grevista era a preocupação com os estudantes da rede pública, que corriam o risco de perder o ano letivo. “Se nós não apresentássemos hoje (ontem) uma proposta de reposições e com isso estendêssemos a greve, com certeza haveria prejuízo no calendário escolar, haja vista que o governo estaria autorizado a descontar o ponto e não tendo garantia de seu salário não haveria reposição”, argumenta.

Segundo Conceição, na avaliação feita pela categoria a continuidade do movimento inviabilizaria o ano letivo, dada a proximidade da conclusão do período. “Pela garantia desse direito, que é constitucional, o direito a educação, nós resolvemos suspender, mas é suspender a greve e não suspender a luta. A ideia agora é entrar num processo de negociação com o governo do Estado, dando um tempo para se adequar, inclusive para se garantir aquilo que é de direito de nossa categoria no início do próximo ano letivo. O governo não cumprindo isso, essa categoria retomará a greve a partir do próximo ano letivo”. >> Leia mais no Diário do Pará

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