Os motoxistas, que realizaram uma manifestação na manhã de hoje (22) pela regulamentação da profissão, deram até a próxima terça-feira (29) para que a Prefeitura Municipal de Belém dê uma resposta sobre a situação em que se encontra a classe. Eles se reuniram hoje (22) com a superintendente da CTBel, Ellen Margareth, e exigiram o cumprimento da lei 8.741/10, que estabelece normas para a prática da profissão.
Caso a prefeitura não dê um posicionamento, os mototaxistas prometem fazer uma manifestação ainda maior e apresentar uma petição do Ministério Público Federal (MPF) pedindo o cumprimento imediato das normas estabelecidos pela lei.
"Nós estamos tendo prejuízos com o não cumprimento da lei. Qualquer um está se empregando como mototaxista, sem ter o mínimo de dois anos de habilitação, ou mesmo dirigindo sem nem ter uma. Tem alguns que se declaram mototaxistas só para roubar, sujando a classe", afirmou a mototaxista Socorro Ferreira.
Ela explicou que, apesar da aprovação da lei, não há fiscalização do exercício da profissão. Os mototaxistas querem a implementação de um cadastro para o monitoramento dos profissionais.
A Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) definiu, em março de 2011, que para se habilitar à profissão o interessado teria que ter no mínimo dois anos de carteira de habilitação, apresentar atestado de bons antecedentes criminais, não ter outra atividade remunerada e ser proprietário da moto.
(Shamara Fragoso/DOL)
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