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Frentes questionam projeto e destino de riquezas

O programa dos contrários à divisão do Estado criticou, na propaganda eleitoral de ontem, o fato de nada em relação ao processo ter sido discutido com a população. “Fizeram tudo escondido e para atender a meia dúzia de políticos. O projeto de divisão foi

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O programa dos contrários à divisão do Estado criticou, na propaganda eleitoral de ontem, o fato de nada em relação ao processo ter sido discutido com a população. “Fizeram tudo escondido e para atender a meia dúzia de políticos. O projeto de divisão foi feito por políticos de fora e a população não foi ouvida. O plebiscito foi votado às pressas em Brasília”, disse o apresentador.

O traçado do “novo Estado”, segundo o programa, foi feito na calada da noite: “Carajás ficaria com as riquezas minerais e a hidrelétrica de Tucuruí. O Tapajós levaria nossas florestas e, de quebra, Belo Monte”. Os contrários à divisão lembraram ainda que os separatistas entraram na Justiça para que só votassem as populações das regiões de Carajás e Tapajós. Foi preciso a Justiça determinar que todos votassem no plebiscito”.

O programa afirmou ainda que “Tocantins e Mato Grosso do Sul foram criados por decreto para atender a interesses políticos e mesmo com o dinheiro federal os problemas não foram resolvidos”. A população pobre dos dois Estados ainda espera pelos benefícios da divisão. O programa mostrou mazelas sociais das cidade de Palmas (TO) e Campo Grande (MT).

SIM

O programa dos separatistas indagou se as riquezas do Pará fazem com que “seu filho tenha acesso a uma boa escola, a um atendimento médico digno e mais dinheiro para sustentar a sua família?”. Ainda segundo o programa, as riquezas do Pará “não mudaram até hoje e não vão mudar a vida das pessoas”.

Afirmam ainda que o chamado Pará remanescente ficará do tamanho de São Paulo, “o Estado mais forte e mais rico do Brasil e quatro vezes maior que o Rio de Janeiro”.

O programa do “sim” assegura ainda que, segundo dados do Ministério do Trabalho, “70% dos postos de trabalho com carteira assinada ficarão no novo Pará”.

Os separatistas criticaram ainda a Lei Kandir que, segundo o programa, tem impedido que as riquezas do Estado melhorem a vida das pessoas. Ela isenta de ICMS todas as exportações de minério. “Quando dizem a você que vamos perder as riquezas, que o Pará vai ficar pequeno, que o Pará vai perder, estão querendo meter medo em você. Para os políticos do ‘não’, é melhor que fique tudo como está, que eles continuem se aproveitando das riquezas e deixando a pobreza para o nosso povo”. (Diário do Pará)

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