No Pará, especificamente na região Oeste, há um exemplo de articulação de ações voluntárias entre comunidades e a iniciativa privada. O Programa de Manejo Integrado de Quelônios (PMIQ), do Governo Federal, estimula ações de educação socioambiental desde 2007.
O PMIQ mobiliza comunidades rurais em Juruti, realizando no município um trabalho que articula quatro eixos: Projeto Quelônio da Amazônia (PQA), que recupera estoques naturais de quelônios desde a década de 1970; Educação Ambiental Permanente, para localidades rurais; Tecnologias de Sustentabilidade, com suporte a projetos socioambientais; e Clubinho da Tartaruga, com atividades de educação ambiental específicas para crianças.
De acordo com Vitor Cantarelli, da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas, da Associação Brasileira para Conservação das Tartarugas, o trabalho integrado agrega esforços para proteção, manejo e pesquisa. “O trabalho vai além de educação ambiental, também apoiamos projetos de tecnologias sustentáveis e desenvolvemos parcerias com as comunidades locais, que chamamos de Parceiros da Natureza”.
O PMIQ atua com a participação voluntária de comunidades em prol do manejo e da conservação de tracajás, pitiús e tartarugas-da-amazônia, além de conscientizar crianças e adultos sobre a importância de manter o equilíbrio ambiental. É desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o apoio da Fundação de Tecnologia e Geoprocessamento (Funtec) e da Alcoa, que opera uma Mina de Bauxita na região.
Parcerias institucionais, geradas a partir de iniciativas voluntárias que vêm construindo cidadania ambiental em localidades sem histórico de preservação. “Para que consigamos manter todas essas ações, as parcerias são necessárias, ajudam a desenvolver o Programa e possibilitam entrada de recursos para colocarmos em prática todos os nossos planejamentos. A Alcoa se tornou parceira porque entende a necessidade de estar presente nas comunidades e apoiar programas do Governo Federal”, conclui Cantarelli.
Cidadania Ambiental em Juruti
As atividades do PMIQ são como ações continuadas de suporte. Mantêm-se com a capacitação de comunitários locais para multiplicar os ensinamentos na localidade. Para tanto são necessários treinamentos, que ganharam novo fôlego recentemente, pois a parceria para o Programa de Manejo Integrado de Quelônios foi renovada. Fundação Alcoa e IBAMA assinaram um termo de colaboração, intermediado pelo Instituto Alcoa, para desenvolvimento do PMIQ até o ano de 2014.
Foi doado ao Programa o valor de R$ 406.085,29, que será usado na capacitação das 24 comunidades de Juruti, em todos os eixos trabalhados, há quatro anos. Segundo o Gerente de Sustentabilidade da Alcoa para Mineração, Fábio Abdala, o objetivo é continuar trabalhando nas comunidades, mantendo o sucesso do Programa. “O destaque deste ano é o Projeto Barco Escola, que irá desenvolver todos os eixos do PMIQ, pois trará mais mobilidade às atividades, tendo acesso inicialmente a 18 comunidades, envolvendo 600 famílias e 2.500 crianças.
No município, são 24 comunidades e três propriedades particulares participantes do PMIQ. Mas o Programa iniciou com 11 comunidades. Desde 2007, o envolvimento local aumentou em mais de 50%. As informações são da Alcoa. (DOL)
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